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  • 17abr

    Saiu do forno mais uma pesquisa Datafolha. Atribui a José Serra 38% das intenções de voto. Acomoda-o dez pontos à frente de Dilma Rousseff, com 28%.

    Considerando-se a margem de erro –dois pontos para mais ou para menos— pode-se afirmar que, do ponto de vista estatístico, o quadro é estacionário.

    Na sondagem anterior, divulgada em 27 de março, Serra obtivera 36%. Dilma, 27%. Estavam separados, então, por nove pontos percentuais.

    Chama-se Ciro Gomes a principal novidade da pesquisa. Pela primeira vez, o deputado aparece em patamar inferior ao de Marina Silva.

    Marina, que cravara 8% no fim de março, aparece agora com 10%. Ciro, que amealhara 11% no mês passado, escorregou para 9%.

    São, de novo, variações dentro da margem de erro. Tomados pela lente fria da estatística, os dois estão tecnicamente empatados. Porém…

    Porém, Ciro vem perdendo gordura desde o final do ano passado. Em dezembro, somava 13%. Desde então, vem descendo a escadaria.

    Um degrau em fevereiro: 12%. Mais um em março: 11%. Dois agora: 9%. Não cometerá exagero quem disser que Ciro arrosta uma tendência de queda.

    O fenômeno conspira contra a permanência de Ciro no tabuleiro. Seu partido, o PSB, já cogitava lançá-lo ao mar. O Datafolha pode servir de âncora.

    O maior beneficiário da eventual exclusão de Ciro é Serra. O tucano sobe quatro pontos –de 38% para 42%.

    Não é, porém, o único favorecido. Dilma herda de Ciro dois pontos. Vai de 28% para 30%. Marina também belisca dois pontos, oscilando de 10% para 12%.

    No mais, O Datafolha reforça o já sabido: na largada da sucessão, Serra e Dilma vão à disputa com a cara da polarização.

    O crescimento da candidata de Lula revela-se sólido. Tinha 23% em dezembro. Em fevereiro, beneficiada pela superexposição dos pa©mícios, deu um salto: 28%.

    Desde então, Dilma se mantém nesse patamar: 27% em março e 28% agora. Quanto a Serra, os atuais 38% lhe devolvem a musculatura que tinha em dezembro: 37%.

    Em fevereiro, mês em que Dilma saltara cinco pontos para o alto, Serra perdera cinco.

    Chegou-se a especular, na época, que as chuvas que inundavam o noticiário poderiam levar ao naufrágio a pretensão política do então governador de São Paulo.

    Deu-se, porém, coisa diferente: Serra voltaria ao jogo em março (36%). E os 38% atuais acomodam sob suas olheiras o semblante de um contendor competitivo.

    O Datafolha fez também uma simulação de segundo turno. No confronto direto com Dilma, Serra prevalece, hoje, por 50% a 40%.

    O instituto aferiu também a popularidade de Lula. Oscilou para baixo. Em março, 76% dos pesquisados aprovavam sua gestão. Agora, o índice de aprovação é de 73%.

    A despeito da queda residual de três pontos, Lula conserva o título de presidente mais popular da fase pós-redemocratização.

    A melhor marca do antecessor FHC, foi obtida em dezembro de 1996: 47% de aprovação. Ou 26 pontos percentuais atrás de um Lula em fim de mandato.

    A superpopularidade faz de Lula um protagonista de sua própria sucessão. E reforça a impressão de que Dilma padece de “lulodependência”.

    Publicado por jagostinho @ 16:26



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