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  • 24abr

    FOLHA ONLINE

    O Ministério Público do Paraná ajuizou ação cautelar que solicita o bloqueio de bens de três ex-diretores e um servidor da área administrativa da Assembleia Legislativa do Paraná.

    O pedido feito à Justiça pela Promotoria de Defesa do Patrimônio Público defende que o valor total do bloqueio chegue a R$ 23 milhões para ressarcir os cofres públicos em caso de condenação dos suspeitos.

    A Assembleia do Paraná está sendo investigada devido a indícios de que mantinha em sua área administrativa um esquema de nomeação de funcionários fantasmas e laranjas para desviar dinheiro.

    As nomeações eram realizadas por meio de registros em diários oficiais da Assembleia que não tinham circulação aberta ou por meio de atos secretos, de conhecimento apenas de funcionários da administração da casa.

    A ação é a primeira que o Ministério Público ajuizou na investigação desde que o caso veio à tona, há um mês, na RPC TV (afiliada da Rede Globo) e no jornal “Gazeta do Povo”.

    Entre os que sofreram pedido de bloqueio de bens está o empresário Abib Miguel, diretor-geral da Casa que pediu afastamento a partir das reportagens.

    Miguel, conhecido também como “Bibinho”, anunciou que não daria entrevistas sobre o caso. Em nota oficial, quando do seu afastamento do cargo, no qual estava havia cerca de 20 anos, Bibinho disse não ter cometido nenhuma irregularidade e defendeu a investigação.

    A ação cautelar do MPE teve origem na nomeação pela Assembleia de duas agricultoras pobres residentes em um barraco de madeira no município de Cerro Azul, na região metropolitana de Curitiba.

    Os nomes das duas mulheres foram usados para abrir contas bancárias por onde eram depositados salários mensais que chegavam em média a R$ 35 mil mensais.

    Entre 2004 e 2009, cerca de R$ 1,6 milhão passou pelas duas contas bancárias. A Mesa Diretora da Assembleia informou ter aberto sindicância para apurar quem nomeou as duas mulheres e as demais pessoas que consentiram ou não em emprestar os nomes para o esquema.

    As investigações da Promotoria de Proteção ao Patrimônio Público apontam possível envolvimento de João Leal de Matos, irmão e tio, respectivamente, das duas agricultoras.

    Segundo o Ministério Público, ele atuou para viabilizar os documentos para que as duas passassem a integrar a lista de servidores da Assembleia.

    Matos é servidor efetivo da Casa Legislativa e está lotado na Diretoria Geral.

    Ele não foi localizado pela Folha para comentar a denúncia da promotoria.

    Publicado por jagostinho @ 13:06



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