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  • 05jun

    Tenho três filhos. Dádivas de Deus. Razão do meu viver. Quando estou desfalecendo, pelas atribulações naturais da vida, ressurjo, num piscar de olhos, ao lembrar que sou pai. Meus filhos são a extensão da minha eternidade, cá na terra.

    Por amá-los de forma tão intensa, rezo todas as noites pedindo a Deus a graça para que, na minha família, a morte inevitável, seja por ordem cronológica.

    Não existe nada mais doloroso que pais enterrando um filho. Por mais fé que se tenha, é difícil aceitar. Só a Mão Divina para sustentar os corações dilacerados de pais diante de um filho morto.

    Nesta quarta-feira, com uma vida inteira pela frente, no vigor de seus 44 anos, perdi um amigo e irmão em Cristo. Sou católico, mas o meu Jesus é o mesmo de Vanderlei Falavinha Iensen. Isso nos unia.

    Conheci, também, o seu pai Matheus e sei como ele e sua esposa Mercedes formaram sua família. Num ambiente de respeito e temência a Deus.

    Mas, sofri muito só de imaginar o sofrimento dos pais de Vanderlei. Claro que os irmãos, João e Daniel, a esposa Nilcéia e as filhas Suzi e Priscilla também pranteiam esta perda irreparável.

    Porém, como pai, tenho noção da angústia de Matheus e Mercedes. Minha apreeensão só ameniza por saber da força da fé em Cristo, que une toda esta família.

    Nem quero falar aqui do Vanderlei político, administrador público, radialista, filho, irmão, esposo e pai.

    Quero recordar do Vanderlei evangélico, do Vanderlei mensageiro de Cristo e do Vanderlei cantor. Ele por certo nem sabia, mas eu o ouvia com muita alegria.

    Cantava muito bem, porém , na sua humildade generosa chamava o seu irmão Daniel de “a voz de ouro do Brasil”.

    Com certeza, neste instante, está cantando junto com tantos, ao lado de Jesus Cristo. Isto me consola. Estará afinando sua voz para um dia receber a todos nós, com uma bela nova melodia.

    Todavia, por último, não posso deixar de rememorar aqui o Vanderlei guerreiro, nos últimos sete meses de sua profícua passagem terrena. Lutou tenazmente contra uma doença impiedosa.

    E tinha vencido etapas importantes contra a leucemia. Submeteu-se a um transplante de medula bem sucedido. Estava ganhando a batalha.

    Contudo, o Vanderlei, sempre cioso em suas tarefas, mesmo correndo riscos, comparecia ao trabalho na Celepar. E foi surpreendido por uma pneumonia que abateu seu corpo sem, ainda, a imunidade suficiente para suportá-la.

    Aqui ficou um vazio que jamais será preenchido, mas no céu os justos estão comemorando. Com certeza.

    Até qualquer hora, Vanderlei.


    — I CORÍNTIOS 15-52  “Num momento, num abrir e fechar de olhos, ao som da última trombeta (porque a trombeta soará) os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos mudados.” —






    Publicado por jagostinho @ 14:38



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5 Respostas

WP_Cloudy
  • Tweets that mention Jota Agostinho » Arquivo do Blog » TRIBUTO A UM GUERREIRO QUE CANTAVA -- Topsy.com Disse:

    […] This post was mentioned on Twitter by ELIZEU ARAUJO, ELIZEU ARAUJO, ELIZEU ARAUJO, ELIZEU ARAUJO, ELIZEU ARAUJO and others. ELIZEU ARAUJO said: Parabéns Jota, justa homenagem! @blogdojota : TRIBUTO A UM GUERREIRO QUE CANTAVA http://bit.ly/c2L2lc […]

  • SYLVIO SEBASTIANI Disse:

    Jota, você sabe que participei da politica nestes mais de 50 anos, assimsempre tenho algo para contar quem também participou ou participa dela.Agora me chega a lembrança do Matheus Iensen.Quando Secreário do MDB em 1968 e Léo de Almeida Neves na Presidência, mas ele exercendo o mandato de deputado federal, ficava mais em Brasilia, assim praticamente eu procurei conduzir o Partido e procurar candidatos à Câmara Municipal, pois o MDB tinha somente o Arlindo Ribas de Oliveira,como verador.Existindo somente dois Partidos,procurei sempre arrumar candidatos em cima dos candidatos da Arena, partido com mais força politica do Governo da Ditadura.Arena tinha um engenheiro, procurei o Adhail Sprenger Passos,tinha um Lider de motorista, procurei Aroldi Armstrong, em Santa Felicidade, a Arena tinha um verador, procurei o Admar Bertoli, genro do Madalosso,no bairro do Portão o Dino Gasparin, assim por diante.A Arena tinha Evangélico, tive dificuldade, mas passando por um loja de Artigos musicais Evangélico, na vitrine ví um disco do cantor Matheus Iensen, fui procura-lo e o convenci a ser candidato, ele depois de um bom papo aceitou. Matheu Iensen, assim entrou na política como candidato à vereador pelo MDB em 1968!

  • SYLVIO SEBASTIANI Disse:

    Amigo Matheus Iensen, imagino seu sofrimento, estou também pesaroso, sentindo sua dôr, perdendo um filho, sua tristeza.O relato acima foi para lembrar o inicio de nossa amizade, que outras vezes nos encontramos, até de lado oposto na política, mas sempre foi muito agradável, pois essa diferença não pertubou nossa amizade.Meus sentimentos a você e sua familia, do antigo companheiro e sempre amigo, Sylvio Sebastiani e Familia

  • Jota Agostinho » Arquivo do Blog » NÃO MEREÇO, MAS, HUMILDEMENTE, AGRADEÇO Disse:

    […] Para quem não leu o post integral, clique aqui. […]

  • JOÃO LUIZ DE SOUZA Disse:

    Em 1979, eu era ouvinte do programa musical Evangélico, pela Rádio Universo de Curitiba, eu morava em Xapuri no Acre, a freqüência da referida emissora, era um pouco precária, devido a distância.ouvi um relato de 02(Dois) filhos do irmão Matheus Iensen que morreram num acidente, você sabe informar-me o nome deles? se foi em via urbana ou rural? se puder por favor mande a resposta. Um abraço, João Luiz de Souza, Goiânia-GO.

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