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  • 04jul

    FOLHA ONLINE/ELIZABETE CASTRO

    No centro da disputa eleitoral, os candidatos ao governo, Beto Richa (PSDB) e o senador Osmar Dias (PDT), vão ter que se movimentar com muita diplomacia entre seus próprios aliados.

    Há focos de discórdia na seara dos dois candidatos, que já estão às voltas com atritos internos nas chapas.

    No palanque de Osmar tem o curto circuito entre o ex-governador Roberto Requião e o atual, Orlando Pessuti (PMDB), que declarou no interior do Estado que ainda tinha dúvidas se iria apoiar o correligionário.

    Também há escaramuças entre Requião e o candidato a vice-governador Rodrigo Rocha Loures (PMDB), escolhido por Pessuti, com o veto de Requião.

    Na coordenação de campanha de Osmar, está o ex-governador Mário Pereira, vice-governador no primeiro mandato de Requião. Os dois romperam quando Pereira substituiu Requião no último ano de governo.

    A chapa ao Senado, Requião divide com a ex-presidente estadual do PT Gleisi Hoffmann, cujo marido, o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, é um desafeto do ex-governador.

    No círculo de Beto, as desavenças estão na chapa ao Senado. O deputado federal Gustavo Fruet aceitou “em nome da causa” dividir a chapa com o deputado federal Ricardo Barros (PP). Fruet foi contra a coligação do PSDB com o PP desde o início das negociações.

    Em Brasília, enquanto Barros está no bloco dos aliados do presidente Lula (PT), Gustavo é um dos expoentes da oposição. O senador Flávio Arns, candidato a vice-governador, esteve ao lado de Gustavo na resistência ao acordo com o PP. O deputado federal Luiz Carlos Hauly também esteve neste movimento.

    Em entrevista à rádio CBN, anteontem, Fruet não fez referências a Barros, mas fez uma declaração que chamou a atenção.

    Disse que tem adversários fortes, mas se definiu como a “única candidatura que vai estar abertamente ligada ao Beto Richa e ao ex-governador José Serra”. E que a imprevisibilidade diz respeito ao segundo voto nas chapas.

    Há ainda um foco nervoso nas relações do candidato ao governo com o senador Alvaro Dias. Embora latente, este conflito que se desenrolou durante o processo de escolha do candidato ao governo, poderá ressurgir durante a campanha eleitoral.

    Álvaro tem uma boa justificativa para manter distância do palanque de Beto. O irmão, o senador Osmar Dias (PDT) é candidato ao governo, na coligação da oposição. A julgar pelas declarações recentes de Álvaro, ele vai se dedicar exclusivamente à campanha de José Serra à presidência da República.

    O senador Osmar Dias disse que sua coligação é plural e que não pretende se envolver nas encrencas internas. “Há diferenças na coligação. Mas não vou discutir isso. Sou candidato ao governo do Estado em torno de um projeto, que reúne todos os que estão nessa coligação. O meu propósito é apresentar uma alternativa para o Estado. Um estado como o Paraná, com sete milhões de eleitores, não poderia ficar sem uma alternativa”, afirmou.

    Já Beto Richa, afirmou que “nosso partido é pluralista, democrático, há espaço para diferentes posições, mas a coligação com o PP foi votada em convenção e aprovada pela maioria dos delegados do partido. Quem pensa que vai vencer sozinho está fadado ao insucesso”.

    Publicado por jagostinho @ 10:35



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6 Respostas

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  • Fagundes Filho Disse:

    Po Jota. Pelo foto que vc pos Beto e Osmar vão se queimar juntos. Quanto as intrigas, isso é politica. Eles se entendem e se merecem.

  • Rabucentauro Disse:

    Bobos somos nós que temos que acreditar nessa palhaçada toda. Vamos começar a acabar com esse negócio de sempre os mesmos. O Paraná tem que mudar.

  • Rute Disse:

    quem riscou os fosforos que trate de resolver. Eu gostaria que se queimassem todos.

  • TARCÍSIO Disse:

    O Fruet só tem o sobrenome do pai, pois se fosse o Mauricio honrava a palavra de nao ser estepe de ninguem. Oq será que negociou para ficar sem mandato apos 31 de dezembro?

  • canzian Disse:

    Jotinha, essa contradição veremos em Paranaguá por exemplo: O prefeito Baka, que tem uma rejeição enorme na cidade hoje em dia, é o cabo eleitoral do Osmar no litoral, e vai tirar voto dele.
    Esse cara quer ter o PORTO na mão, junto com o Mariozinho Lobo, que é sofrível.
    O vice do prefeito é o Fabiano do PSDB, cabo eleitoral do Beto Richa.
    O Pessuti queria tirar o porto da mão do Requião mas colocou um outro que não tem compromisso com ele.
    Meu Deus. Salve nosso glorioso PORTO DE PARANAGUÁ das mãos dessa gente.
    Não esqueça que tem mais de 500 milhões no caixa do porto!!!!

  • Jorge Disse:

    Um Estado governado por oligarcas em que a população elege e reelege à exaustão estamentos familiares é assim mesmo.

    Estamos ainda na República Velha. A Revolução de 30, de Getúlio Vargas, ainda não nos alcançou.

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