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  • 04jul

    BLOG LADO B/THEA TAVARES


    Quem pensa que episódio envolvendo um governador paranaense que manda agricultores enfiarem faixa de protesto ‘naquele lugar’ é exclusividade de Roberto Requião (PMDB) está redondamente enganado.

    Requião foi só reincidente ao usar essa forma de expressão no cargo e, por incrível que pareça, pegou mais leve na ocasião que quem lhe antecedeu no uso da expressão.

    O endereço ‘rabo’, adotado pelo ex-governador peemedebista, perde feio para o lugar indicado em apenas duas letrinhas como destino apontado pelo seu antecessor no Palácio Iguaçu para a acomodação da faixa.

    Requião esbravejou contra fazendeiros de Santo Antônio do Sudoeste, ligados ao PSDB do deputado estadual Ademar Traiano, e Lerner não se conteve ao irromper em fúria contra os sem-terra de Honório Serpa, militantes do PT local. Saiba mais sobre essa história!


    Em 1998, durante campanha à reeleição, o ex-governador Jaime Lerner (PFL), que é visto por muitos como gentil, culto, educado e elegante, foi também ao Sudoeste do Paraná e aprontou das suas.

    Lerner visitou Honório Serpa, município de pouco mais de seis mil habitantes, para inaugurar um asfalto de 25 Km ligando Honório ao trevo de Coronel Vivida, que começou a estragar antes mesmo de se cortar a faixa inaugural.

    Mal feita, a pavimentação foi entregue com cerca de 40% da ‘obra’ realizada, mas paga como se estivesse 100% concluída. Típico! Na dúvida, ou melhor, na certeza do trabalho que estava sendo entregue, Lerner foi até o município beneficiado de helicóptero.

    Os maiores usuários da caca da estrada (por isso o destaque para o termo ‘obra’), os agricultores que vivem nos assentamentos do município, resolveram protestar.

    Os sem-terra fizeram uma faixa de aproximadamente 20 metros para recepcionar o governador, que ficou enroladinha esperando o momento certo, que era o de Lerner começar a falar. E essa bendita hora chegou!


    Foi Lerner abrir a boca para se estender e levantar a faixa com os dizeres “A POPULAÇÃO DE HONÓRIO SERPA PERGUNTA: O D.E.R. APROVOU ESTA ‘OBRA’?”. O bonachão e bem nutrido governador começou a ficar vermelho, rubro de raiva, parecia que ia ter um troço ali no palanque mesmo.

    E teve; perdeu o controle. Abriu a boca e soltou o verbo. Fulo da cara, ele disse: “A gente faz estrada para ajudar, para beneficiar a população, melhorar a qualidade de vida e é recebido assim, com uma faixa dessa.

    Quero que vocês que estão segurando essa faixa peguem ela e enfiem ‘naquele lugar’!” – e falou, com econômicas mas bem explicativas duas letrinhas, o nome exato do local indicado por ele para os agricultores acomodarem a tal faixa.

    Depois da ‘obra’ que falou, o governador Jaime Lerner economizou também no discurso e vazou para dentro do helicóptero, com seus súditos à tiracolo. Ah, e os agricultores correndo com a faixa aberta atrás dele, driblando o vento e a polícia.

    De dentro do helicóptero, Lerner ainda podia ler a pergunta sobre a ‘obra’ rodoviária.

    Quem conduziu constrangido um Lerner bufante até a máquina voadora foi o então prefeito de Honório Serpa, Dinacir Eugênio Tramontini, que hoje preside o PSDB local e é quem vai coordenar no município a campanha do tucano Beto Richa

    . Só para aproveitar a deixa familiar, vale destacar que o filho do ex-prefeito, Evandro Lise Tramontini, até bem pouco tempo atrás (na lista de 2009 a ‘aparição’ do nome dele figura) era um virtual servidor da Assembleia Legislativa do Paraná. Lotado sabe-se Deus onde.

    Essa história faz justiça ao Bob Rex, que não foi o único, muito menos o primeiro governador a encrespar com faixa de protesto e perder as estribeiras. A posição no ranking não justifica e nem diminui o impacto das palavras ‘institucionais’.

    Só que no tempo do piti de Lerner, não estava massificado o uso de aparelhos celulares com câmera de vídeo em alta resolução, nem as postagens no Youtube, por isso a fama do ‘feito’ foi creditada somente ao Rex.

    Se alguém tem o áudio com essa ‘fala’ é o dono da mão com gravador que aparece na foto, o radialista Adelino Guimarães, da rádio A Voz do Sudoeste.

    Era ele quem fazia a cobertura do evento no dia. Vale ouro! Apesar do episódio das faixas, os dois governadores bocas-sujas foram reeleitos em seguida.

    Um por causa da operação de abafamento do episódio. O outro, apesar da divulgação e exploração em massa que a oposição fez do fato.


    Publicado por jagostinho @ 09:29



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