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  • 05jul

    REVISTA PSIQUE


    Depois de ser atacado por um ladrão, o protagonista do filme Amnésia (Memento, nome original) Leonard Shelby interpretado por Guy Pearce assiste à morte de sua mulher e, a partir daí, passa a sofrer de uma doença que o impede de gravar na memória fatos recentes, ele se esquece por completo o que aconteceu poucos instantes antes.

    Esse é o começo de uma jornada com o fim de descobrir o assassino para uma futura vingança. O roteiro de Christopher Nolan nos dá uma mostra do que é vivido por pessoas que sofrem de amnésia, que afeta a memória e o aprendizado, embora demais funções cognitivas e o nível de consciência não estejam alterados.

    É normal esquecer coisas. Essa é uma propriedade normal da memória que impede a sobrecarga dos sistemas cerebrais responsáveis pela memorização. É graças ao esquecimento que podemos filtrar o que há de relevante e irrelevante. Mas há casos em que o esquecimento é patológico.

    O neurologista Ivan Izquierdo, da PUC-RS, um dos maiores pesquisadores da memória no país, diz que a resposta para esse mal está no cérebro: “A memória falha quando as sinapses estão em número diminuído ou estão inibidas ou alteradas”, explica.

    Sinapses são estruturas por meio das quais as células cerebrais se conectam, transmitindo informações na forma de sinais químicos e elétricos pelo sistema nervoso.

    Cada vez que o córtex cerebral recebe os dados de uma nova experiência, as sinapses formam padrões de comunicação entre os neurônios de diferentes regiões.

    Algumas redes de células organizam tais informações, comparando-as a outras lembranças já existentes no cérebro. Conforme a força e o padrão das sinapses, seleciona-se o que vai ser esquecido ou o que vai permanecer guardado por mais tempo.

    A maior parte dos detalhes é apagada da lembrança. Mas há aqueles registros que permanecerão por dias, até anos, às vezes de modo inconsciente.

    Perda de neurônios

    Em seu livro Memória, editado pela Artmed, Izquierdo lembra que é comum na fase adulta ocorrer uma diminuição de neurônios em várias regiões do cérebro.

    “Raramente essa perda causa deficit de memória antes dos 85 anos, porém, muitas doenças são acompanhadas de uma aceleração da perda neuronal”, observa.

    Isso pode acontecer por falta de oxigenação do cérebro, infecção viral ou pode ser desencadeada por certas demências, como Alzheimer, síndrome de Down e doença de Pick.

    Há ainda demências causadas por traumatismo craniano, comum nos boxeadores (demência pugilística), uso excessivo de álcool, maconha e cocaína.

    Em casos de depressão, a amnésia pode survidagir sem qualquer lesão. As falhas de memória costumam ser exageradas pelos pacientes, que a percebem como maiores do que realmente são.

    Segundo o psiquiatra e psicanalista Maurício Lucchesi, embora amnésia atinja tanto as memórias boas quanto as ruins, o depressivo tem uma tendência a lembrar de acontecimentos negativos.

    “A memória é sempre seletiva e depende do humor e do estado psíquico da pessoa. Na depressão existe uma vivência muito forte dos aspectos negativos. O contrário ocorre nos quadros de mania ou hipomania [caracterizados pela elevação do humor, aceleração da psicomotricidade, aumento de energia e ideias de grandeza]. Nesse caso, o conteúdo tende a ser positivo”, compara.

    Acontecimentos traumáticos, como uma guerra, um desastre natural ou um acidente aéreo, que geram muito estresse, também podem causar amnésia. Isso acontece porque a pessoa não consegue elaborar a vivência, protegendo-se daquela a experiência perturbadora.

    “A memória depende de um registro que é feito pela consciência. Numa situação traumática, a pessoa não tem capacidade de dar sentido, isto é, elaborar a vivência dentro de um sistema lógico para entender o mundo. Por ser um fluxo de excitação muito intenso, as memórias traumáticas não conseguem ser traduzidas”, explica Lucchesi.

    Publicado por jagostinho @ 17:37



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Uma resposta

WP_Cloudy
  • Laura Disse:

    ainda bem que no seu Blog não tenha só politica , pois estou cheia dessa gente. Põe outras coisas como esta matéria, ok?

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