Publicidade


      Red Apple Cosméticos

      CPV - Centro Paranaense da Visão

      Hospital Cardiológico Costantini

      Hotel Carimã

Twitter @blogdojota


  • 12jul

    PORTAL RPC

    Vanilda - remédio para depressão

    A agricultora Vanilda Leal, 33 anos, moradora da zona rural de Cerro Azul, a 100 quilômetros de Curitiba, continua afirmando que não sabe como uma conta bancária foi aberta em seu nome.

    Ela chegou a ser presa em abril e, quando lhe apresentaram uma ficha bancária com uma assinatura, disse que não sabia se era sua.

    Vanilda nega qualquer participação no esquema, mas o Ministério Público suspeita de que ela tinha conhecimento e inclusive se beneficiava de uma parte pequena do dinheiro.

    Passados quase dois meses da revelação do escândalo, a reportagem voltou à casa de Vanilda para saber como está a vida dela desde então.

    “Está um inferno”, define ela. Basta ver um carro diferente encostar em frente da casa de madeira simples onde mora que começa a chorar. Humilhação e vergonha são as palavras que ela mais cita.

    Vanilda conta que estava no hospital Angelina Caron, em Campina Grande do Sul, com a filha que tinha caído de uma árvore quando viu a primeira reportagem na tevê.

    Diz que ficou sem entender o que estava acontecendo e que não sabia que dinheiro todo era aquele – foram depositados salários que somaram R$ 1,2 milhão em cinco anos na conta dela.

    Quando voltou a Cerro Azul, ela e a mãe, Jermina Leal, 60 anos, também funcionária fantasma da Assembleia, eram o assunto da cidade.

    “Ficavam tirando sarro e perguntando o que eu fiz com o dinheiro”, relata. “Na escola disseram que a minha mãe era ladrona”, afirma uma filha de Vanilda.

    Na prisão, documentos e o cartão do Bolsa Família foram levados pelos policiais. Desde então, está sem os R$ 134 mensais que recebia como reforço de renda.

    Além da agricultura de subsistência, depende do trabalho do marido e de um dos filhos no corte de pinus. Mas isso não rende um salário mínimo por mês.

    Vanilda conta com o apoio financeiro e psicológico de membros da congregação evangélica que frequenta.

    “Tem dias que eu não tenho mais vontade de viver”, conta ela, acrescentando que está tomando remédio para depressão.

    Jermina mora a 50 metros da casa de Vanilda e é mais arredia para falar com estranhos. “Minha cara não aguenta o peso de tanta vergonha”, diz.

    Ela evita falar do irmão João Leal de Mattos, funcionário de carreira da Assembleia que é acusado pelo Ministério Público de ter aliciado ela e outros seis parentes como fantasmas na Casa.

    A sogra de João, Maria José da Silva, e a cunhada Nair Terezinha da Silva Schibicheski confessaram em depoimento que ganhavam R$ 150 para participar do esquema.

    A estimativa do MP é que só por meio da família Leal tenham sido desviados R$ 13 milhões do Legislativo desde 1994.

    Jermina diz que o irmão é muito bom para ela, que sempre a ajudava, e que desde a prisão em abril está sem falar com ele, que mora em São José dos Pinhais. “O telefone está grampeado”, diz.

    Vanilda e Jermina ficaram cinco dias presas em abril. O MP informou que basta Vanilda pedir a documentação retida que esta será devolvida.

    Publicado por jagostinho @ 12:04



Os comentários NÃO representam a opinião do Blog do Jota Agostinho. A responsabilidade é EXCLUSIVA do autor da mensagem, sujeito à legislação brasileira.

3 Respostas

WP_Cloudy
  • Teo Disse:

    J. a corda sempre vai arrebentar nos pobres coitados e misseráveis, é impresionante o que se faz nessa nossa terra, quem levantou a poeira? Quais as verdadeiras intenções? O silêncio repentino? Cadê as entidades representativas?
    A mulher simples de hábitos e vida humilde sente vergonha? E os verdadeiros marginais? E a imprensa tendenciosa e maquiavélica? E os interesses da terra são sucumbidos pelo nó na garganta e lágrima da mulher simples, analfabeta mais com valores e sentimentos perturbados! Vergonha de ser paranaense e brasileiro nestas horas.

  • Beatriz Disse:

    É revoltante oq fizeram com essas pobres mulheres. Eo os Bibinhos, Justinhos e Alexandrinhos, estão aí numa boa , né? E depois querem que o povo acredite na justiça !

  • Rapadura nordestina Disse:

    Neste país só depois que acontecer umas desgraças com componentes da nossa justiça, talvez as coisas mudem. Vergonha !!!!

Deixe um comentário

Por favor, atenção: A moderação de comentário está ativa e pode atrasar a exibição de seu comentário. Não há necessidade de reenviar o comentário.