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  • 16jul

    De 6 de abril –dia em que herdou de José Serra a cadeira de governador de São Paulo— até 19 de junho, o tucano Alberto Goldman(foto) proferiu 37 discursos.

    Serviu-se dos microfones em solenidades oficiais. Em 29 pronunciamentos, Goldman cuidou de injetar menções e elogios ao presidenciável do PSDB.

    Ele realça nas peças o empenho de Serra à época em que era governador. Atribui ao agora candidato a paternidade das obras que inaugura.

    Numa cerimônia de assinatura de convênios, Goldman saiu-se com a seguinte frase:

    “Temos uma campanha, cada um vai se definindo como acha que deve se definir…”

    “…Eu tenho candidato, os nossos companheiros devem ter candidatos, espero até que seja o meu”.

    Nesta quinta (15), de passagem pelo Rio, Serra criticou a utilização da estrutura do Estado com propósitos eleitorais:

    “Eu penso que usar a máquina pública com objetivo eleitoral não é bom para a eleição”, disse ele, numa entrevista radiofônica.

    “Não é justo do ponto de vista de valores da nossa sociedade, numa eleição em que as pessoas devem fazer seu julgamento individual”, acrescentou.

    Serra evocava um par de solenidades em que Lula enaltecera a candidata oficial, Dilma Rousseff.

    Na primeira, o presidente apresentara sua pupila como a responsável pelo “esforço” que resultou na abertura de licitação para o trem-bala Rio-São Paulo.

    Na segunda, a pretexto de desculpar-se pelo “erro”, Lula reiterou os elogios a Dilma. Dessa vez na presença do presidente do TSE, Ricardo Lewandowski.

    Vice-procuradora-geral eleitoral, Sandra Cureau enxergou no primeiro discurso de Lula indício de malfeito:

    “É absolutamente proibido, nessa época do ano, que, em inaugurações, se faça propaganda para um candidato. Isso é uso da máquina pública”.

    O segundo discurso de Lula foi visto por Sandra Cureau como “agravante” do anterior. Ela deve protocolar nova representação contra o presidente no TSE.

    Em São Paulo, Goldman imita Lula até na desculpa. Procurado, o sucessor de Serra manifestou-se por meio de nota:

    No texto, a assessoria do governador anotou que as menções a Serra “foram feitas em contexto específico, durante eventos administrativos…”

    “…São registros históricos de que obras, projetos, ações ou serviços entregues por ele […] foram efetivamente iniciados durante a gestão de […] José Serra”.

    Foi, precisamente, o que disse Lula em Brasília. O projeto do trem-bala fora impulsionado pela ex-ministra Dilma.

    As mesmas razões que inquietam a procuradora Sandra Cureau na cena brasiliense podem -ou deveriam- levar inquietude ao Ministério Público Federal de São Paulo.

    Publicado por jagostinho @ 16:39



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