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  • 18jul

    UOL/RENATA RODE

    “Taty, eu amo o Rodrigo, sei que ele me bate porque tenho alguma culpa nisso tudo.” Esse é um trecho do e-mail enviado pela médica paulista Glaucianne Hara, dias antes de sua morte.

    Ela conversava com sua psicanalista e amiga, Tatiane Mendes, sobre o relacionamento que mantinha com o marceneiro gaúcho Rodrigo Fraga da Silva, assassino confesso da parceira.

    A médica paulista Glaucianne Hara foi morta dia 5 de junho a facadas em frente ao hotel Bauer, na cidade de Torres, no litoral norte do Rio Grande Sul. O marceneiro Rodrigo Fraga da Silva se apresentou à polícia e assumiu a autoria do crime.

    Ele é casado e mantinha com a vítima um relacionamento conturbado havia três anos.

    A frase do início do texto resume a história recorrente de mulheres que se envolvem em relacionamentos suicidas, vivem dias de terror e até têm a vida interrompida por tal decisão.

    A mídia tem relatado também os casos da advogada Mércia Nakashima e da modelo Eliza Samudio e a pergunta que fica no ar é:

    há como prever um ato de tamanha violência por comportamentos ou atitudes do companheiro?

    Sim, segundo a psicanalista Tatiana Mendes, autora do livro “Homens que Amam Demais” (Editora Isis), que, depois de ouvir tantos casos em consultório e sofrer a perda da amiga Glaucianne dias atrás, comanda um movimento de consciência feminina contra a violência.

    “Centenas de mulheres morrem por causa de amor patológico, seja porque se matam, seja porque se envolvem com sociopatas. É o que chamo de cegueira emocional: uma codependência que promove a incapacidade de lidar com o outro de forma saudável. Quem vê de fora tem a sensação de que a mulher é ‘burra’, mas o fato principal é que essa ‘burrice emocional’ é uma doença, e o sofrimento é enorme”, explica a especialista.

    Alertas

    No caso específico da médica assassinada, a psicanalista aponta vários fatores que servem como alerta de que algo não vai bem.

    “A velha história de que quem fala não faz é pura mentira. O homem dá diversos sinais verbais de que poderá cometer um crime passional ou uma futura agressão física. O simples fato de dizer que irá fazer já é uma ameaça e uma coação, uma forma de intimidar e chantagear a vítima, deixando-a assustada. Essa é uma das características de homens frios, dominadores, narcisistas e, muitas vezes, sociopatas”, afirma Tatiana.

    Os números da violência contra a mulher são alarmantes. No Brasil, uma pesquisa da Fundação Perseu Abramo revela que a cada 15 segundos uma mulher é agredida. Estima-se que mais de 2 milhões de mulheres são espancadas a cada ano por maridos ou namorados, atuais ou antigos.

    Os especialistas advertem que pequenas atitudes denunciam um gráfico crescente de agressão dentro de uma relacionamento. O homem que começa a gritar ou a xingar a companheira certamente no futuro pode machucá-la fisicamente.

    “Se um tapa vier, esteja certa de que muitos outros o seguirão. Qualquer tipo de agressão serve de alarme, porém o que acontece é que a própria mulher, cega pela paixão, quer justificar os atos – mesmo que errados – do seu amado”, diz Tatiana.

    Publicado por jagostinho @ 17:12



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