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  • 22jul

    REUTERS/BUENOS AIRES

    O fracasso da Igreja Católica em impedir a adoção do casamento homossexual na

    Festa dos gays em Buenos Aires

    Argentina mostra que o clero, outrora tão poderoso, está perdendo sua influência no país.

    A lei, que também autoriza adoções, foi aprovada na semana passada sob aplausos de centenas de casais homossexuais reunidos diante do Congresso. A Igreja se opunha à mudança, qualificando a família homossexual de ‘perversa’

    ‘Não sejamos ingênuos: esta não é só uma luta política, é uma estratégia para destruir o plano de Deus’, disse o cardeal arcebispo de Buenos Aires, Jorge Bergoglio, numa carta aos parlamentares antes da votação.

    A Cidade do México e o Uruguai já irritaram o clero conservador ao aprovar uma medida similar no ano passado, e outros países vêm se encaminhando para adotar leis socialmente mais liberais.

    PERDA DE INFLUÊNCIA

    ‘Evidentemente a Igreja tem perdido presença e influência a respeito de decisões políticas, o que é parte do processo de secularização’, disse Ana María Bidegain, professora de estudos religiosos na Universidade Internacional da Flórida.

    ‘As pessoas ainda são católicas e ainda acreditam nos fundamentos… mas não concordam mais com o que diz (a Igreja) a respeito da moralidade’, afirmou.

    Uma das razões citadas por ela para a perda da influência católica é a urbanização da América Latina, onde há mais espaço para as pessoas vivenciarem o catolicismo ‘do seu jeito.’ Outro fator lembrado pela estudiosa são os casos de pedofilia envolvendo padres do mundo todo.

    O deputado argentino Ricardo Cuccovillo, do Partido Socialista, acha que o clero ainda tem forte influência sobre alguns parlamentares que ‘não entendem que a Igreja tem um papel apenas no campo da fé, e que os deputados têm um papel a desempenhar no campo da democracia.’

    Ele lembrou que muitos dos regimes militares latino-americanos da década de 1970 tinham fortes vínculos com a Igreja, e na opinião dele a redução da influência católica é parte do aprimoramento democrático

    ‘Outros países avançam em outras áreas, e nós avançamos nos direitos dos homossexuais, e assim complementamos uns aos outros na região. Acho que nesse caso em particular a aprovação da lei terá um efeito de atração (para que outros países façam o mesmo)’, disse o deputado.

    Aparentemente temendo que isso ocorra, o arcebispo de Lima, Juan Luis Cipriani, pediu nesta semana aos políticos peruanos que não deixem a questão dos homossexuais dominar a campanha para uma eleição regional de outubro.

    ‘Acho que não há necessidade de imitar a Argentina’, disse ele à imprensa local.

    Publicado por jagostinho @ 17:31



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3 Respostas

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  • Honorival Disse:

    A igreja quer ficar sempre do lado dos fortes. Por isso hoje não influencia em nada. E mais os escandalos de pedofilia liquidaram com os católicos. Uma pena.

  • Valter Grilo Disse:

    Como a Igreja vai ter moral par impedir uma coisa dessa. Tem mais Gays na igreja que em qualquer outro lugar. Uma vergonha.

  • Teo Disse:

    Generalizar não é tão radical quanto fugir a regra e tripudiar????

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