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  • 13nov

    Documentarista que há anos trabalha como assistente e pesquisadora de Eduardo Coutinho, Cristiana Grumbach volta-se para o tema que está escorando alguns dos maiores sucessos recentes do cinema brasileiro, o espiritismo, em “As Cartas Psicografadas por Chico Xavier”.

    O filme, que estréia apenas no Rio de Janeiro e São Paulo, entrevista diversos pais e mães que perderam seus filhos e recorreram ao médium Chico Xavier (1910-2002) para comunicar-se com eles. Uma característica em comum a todos é que a morte dos filhos ocorreu na infância e juventude – um fator a mais para a dor e o inconformismo que sentem.

    A ausência desses entes queridos é representada no filme por cadeiras vazias – um recurso que, às vezes, se torna exasperante, pela demora da persistência dessa imagem na tela.

    No mais, há muitas palavras para lembrar dos que se foram, inclusive o conteúdo das cartas, que são lidas em off pela própria diretora, que foi assistente de Coutinho em filmes como “Edifício Master” (2002), “Peões” (2003) e “O Fim e o Princípio” (2005), além de ter já estreado na direção no documentário “Morro da Conceição”, de 2005.

    Chama a atenção a semelhança do tom e da linguagem dessas mensagens supostamente recebidas do além. Todas começam invariavelmente com a expressão “querida mãezinha” e exibem um vocabulário de pessoa com algum estudo. Essa unidade das cartas, apesar da diversidade, inclusive cultural, das pessoas que as teriam transmitido, não incomoda nenhuma das mães e pais.

    Todos declaram a Cristiana acreditarem piamente de que se trata de uma comunicação do próprio filho ou filha – o que seria comprovado, segundo eles, por detalhes ou pessoas mencionados na carta, dos quais o médium não teria conhecimento prévio.

    Independentemente da opinião que se tenha sobre o espiritismo, é visível a autenticidade da dor de todas essas pessoas – uma dor tão profunda que é preciso preencher com alguma coisa. Alguns, como um casal judeu, chegaram a deixar de lado a própria religião para recorrer ao médium – e a aflição dessa mãe é, talvez, o momento mais comovente do filme.

    Selecionado para os festivais de Paulínia e Ouro Preto, o documentário ressente-se, porém, de algum posicionamento da diretora. Num determinado depoimento, uma mãe, que perdeu dois filhos, questiona-a: “Você não acredita, não é?”. Cristiana titubeia. E perde uma ótima oportunidade de incorporar a própria dúvida ao filme – como fez Eduardo Coutinho, num momento de “O Fim e o Princípio”, em que um dos velhinhos que entrevistava o confronta sobre não acreditar em Deus.

    Apesar desta timidez, é bem-vindo um olhar documental sobre este tema, que está arrebatando milhões de espectadores nos cinemas do Brasil este ano, com os sucessos “Chico Xavier” e “Nosso Lar“.

    FONTE: UOL/CINEMA

    Publicado por jagostinho @ 15:49



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