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  • 03fev

    Caixa Zero/ Gazeta do Povo/Rogério Galindo

    Hugo Harada / Agência de Notícias Gazeta do PovoHugo Harada / Agência de Notícias Gazeta do Povo / Polícia militar toma Assembléia Legislativa do Paraná após exoneração da segurança oficial pelo presidente da casa Deputado Valdir RossoniPolícia militar toma Assembléia Legislativa do Paraná após exoneração da segurança oficial pelo presidente da casa Deputado Valdir Rossoni

    Os termos usados para definir os acontecimentos na Assembleia Legislativa nesta quarta-feira lembram, não por acaso, os fatos ocorridos no Rio de Janeiro em dezembro passado, quando a polícia finalmente conseguiu retomar do tráfico o Morro do Alemão.

    Falou-se ontem em “ocupação”, como ocorreu no Rio. Falou-se em “retomar a Assembleia” como se mencionava, dois meses atrás, a “retomada de território” no Rio de Janeiro. E falou-se em “poder paralelo”.

    E esse é o verdadeiro elo entre uma e outra situações. A denúncia de que, em ambos os casos, havia um “poder paralelo” que atuava fazendo algo que só seria permitido aos poderes públicos.

    No Rio, fazia-se o tráfico. Na Assembleia, segundo o presidente Valdir Rossoni e vários deputados ouvidos (alguns dos quais preferiram nem dar o nome, por medo de retaliações), menos o tráfico, fazia-se de tudo um pouco.

    A reportagem achou depoimentos de gente que preferiu deixar de ser deputado estadual em parte por medo do tal poder paralelo.

    A dúvida, assim como no Rio, também é a mesma. Como é que se chegou a essa situação?

    No morro carioca, ainda havia a desculpa de que o local era isolado e de difícil acesso. Mas em plena sede da Assembleia Legislativa? Num prédio público do Centro Cívico de Curitiba?

    Só se pode imaginar que alguém tenha sido conivente com isso. Que a questão tenha saído de controle de todos é outra história.

    Mas alguma força atuou para montar esse poder. E quem podia atuar contra isso, aparentemente, nada fez. Ou porque não pôde, ou porque não quis.

    O fato é que foi preciso que a sociedade começasse a ver o que havia nos bastidores da Assembleia para que tudo começasse a mudar.

    E o que se iniciou com denúncias de corrupção acabou levando a outros tipos, cada vez menos imagináveis em um Legislativo, que agora vão sendo desvendados.

    É como diz a velha frase: não há desinfetante como a luz do sol.

    Bastou um pouco mais de transparência (trazida pela sociedade, não por vontade da Assembleia) para que os problemas começassem a se resolver.

    Que ninguém mais duvide do poder da informação.

    Ele move montanhas. E ajuda a remover poderes paralelos.

    Publicado por jagostinho @ 10:47



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