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  • 06fev

    Paraná Online/Elizabete Castro

    Ciciro Back
    Plauto e Rossoni com os equipamentos apreendidos ontem nas salas da Assembleia: moderna contra-espionagem.

    Uma varredura realizada ontem na Assembleia Legislativa revelou a existência de um sistema de escuta clandestina instalado em salas da presidência e 1.ª secretaria.

    Os equipamentos, destinados a captar sons do ambiente e de ligações telefônicas, foram localizados por uma equipe de técnicos da empresa de segurança contratada pelo novo presidente, Valdir Rossoni (PSDB), que solicitou o trabalho atendendo a uma sugestão da Polícia Militar.

    Desde a quarta-feira, uma equipe da Polícia Militar assumiu parte do serviço de segurança da Casa após a exoneração da maioria dos agentes de segurança da Assembleia, liderados pelo presidente do Sindicato dos Servidores do Legislativo, Ednilson Carlos Ferry, o Tôca.

    Ele é acusado de ser um dos braços de um grupo que comandava a Assembleia Legislativa sob inspiração do ex-diretor geral Abib Miguel, o Bibinho, denunciado pelo Ministério Público Estadual como responsável por um esquema de desvio de recursos públicos.

    Os aparelhos de escuta estavam embutidos nas luminárias das salas, onde o espaço para a instalação estava marcado com a suástica, o símbolo nazista.

    O perito Antonio Carlos Walger, que chefiou a equipe de técnicos, disse que se trata de um equipamento de contra-espionagem de tecnologia de ponta.

    Cada módulo pode custar entre R$ 20 mil e R$ 50 mil. Alguns dos equipamentos são de fabricação israelense, informou o perito.

    “São microfones de indução com alta sensibilidade e com amplificadores de áudio”, explicou o técnico, acrescentando que o sistema era acionado por controle remoto.

    Até ontem, ainda não se sabia se a central de escuta das gravações era externa ou funcionava dentro da Assembleia Legislativa.

    Os equipamentos foram descobertos ontem na sala reservada do presidente da Assembleia e na sala do chefe de gabinete da 1.ª Secretaria.

    As buscas continuam e podem mostrar que a rede de escuta era mais ampla. O presidente da Assembleia Legislativa afirmou que a orientação da Polícia Militar para o “pente fino” nas salas veio depois que foram apreendidos aparelhos de bloqueio de escutas no cofre da sala do ex-chefe de Segurança.

    Armadilhas

    Rossoni chamou técnicos do Instituto de Criminalística e a Polícia Civil irá investigar o caso.

    “É um caso de polícia. Nunca imaginei que o Poder Legislativo estivesse submetido a isso. Queriam nos transformar em prisioneiros do sistema”, desabafou Rossoni.

    Para o presidente, o objetivo da escuta era tentar captar alguma informação que pudesse comprometer o desempenho da nova direção da Assembleia.

    “Eles queriam alguma coisa para nos chantagear”, afirmou.

    Um dos aspectos que mais chamou a atenção dos técnicos, de Rossoni e do 1.º secretário, Plauto Miró Guimarães Filho (DEM), foi a aparência dos aparelhos, que pareciam novos.

    “Não há uma poeira aqui. Até a argamassa usada para colar os acessórios está fresca. Isso aqui foi armado para nós”, disse o presidente da Casa.

    “É por isso que funcionários descontentes com a nossa eleição diziam que nos iríamos assumir, mas não duraríamos”, observou.

    Os técnicos estimam que o equipamento teria sido instalado há poucas semanas.

    Ainda ontem, Rossoni determinou ao diretor geral da Casa, Benoni Manfrin, que providenciasse a troca das fechaduras das portas de todas as salas onde há centrais telefônicas, que pudessem conter outros equipamentos de escuta.

    O perito informou que, possivelmente, a transmissão era feita por rádio, o que dificulta, mas não impossibilita a localização da origem do “grampo”.

    Publicado por jagostinho @ 09:41



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4 Respostas

WP_Cloudy
  • Cesar Teixeira Disse:

    QUEM DORMIA DE TÔCA ?

    O que está faltando nesse imbróglio todo da Assembleia Legislativa do Paraná? Vejamos: temos as vítimas: deputados e diretores, inocentes e indefesos que nunca, nunquinha mesmo, fizeram nadica de nada para que a situação chegasse aonde chegou; temos o vilão, malfeitor, Freddy Krueger das terras araucarianas (ou enses), que durante todos esses anos, sem o consentimento de ninguém, ninguém mesmo, agiu como se dono fosse de tudo aquilo ali, mandando prender e soltar (literalmente), quem ele por seu julgamento acreditasse ser do bem ou do mal, não no sentido bíblico, mas no sentido “político”; temos os crimes e delitos cometidos que vão desde uma simples truculência até mesmo assassinato, passando por chantagem, extorsão, apropriação indébita, peculato, intimidação, etc, etc, etc.
    O cenário ou teatro dos crimes (parece que é assim que a criminalística prefere) é a maior Casa de Leis do Estado – ALEP. Território que antes parecia sem dono, agora revelado, sempre teve um, que nem deputado era ou foi.
    Ah! Sim! Temos o justiceiro. O paladino redentor de todos os paranaenses reféns e com os seus votos, anuentes de tudo aquilo que ali ocorria ou ocorreu durante décadas, aquele que chegou assim do nada, que se algum dia, alguma vez, por alguma incongruência do destino, ali perto esteve, nunca participou, viu, ouviu, sentiu, cheirou, soube ou até mesmo pensou que tudo isso podia acontecer em ambiente tão probo e controlado.
    Ah! Também temos o conjunto probatório, as testemunhas, as armas dos crimes cometidos, só está faltando uma coisinha assim, sem muita importância, que acredito, ninguém vai querer saber muito mesmo: O MANDANTE. O Patrão, Chefe, Capo, Homem, Dono, Manda-Chuva, Manda-Brasa, Rei, Guru (não! Guru não pode), Mentor, Líder, Gestor, Presidente, Mandatário, Imperador ou sei lá eu que outro tratamento pode receber um cara desses, que deu condições, escalou, trouxe e liberou o vilão em questão a agir durante tanto tempo dentro da estrutura da ALEP. Quem foi que levou esse cara para lá. E pior, depois de tantos desmandos, quem o mantinha lá. É esse cara, esse nome que deve vir à tona. Se é que já não veio, tirou “uns” retratos e voltou para o seu BUNKER de onde a de ver e julgar os vivos e os mortos, não! Será? Será que esse cara é Deus. É! Ele mesmo, o onipresente, onipotente, onitudo? Será?!?
    Será que mais uma vez a culpa vai para o mordomo (que, aliás, no caso, ganha 13 paus por mês), ou vão debitar tudo “pro home”, já que o que não pode ser esclarecido, esclarecido está? Será?
    Não existe ninguém, não tem ninguém de lado nenhum do Equador que possa realmente dizer que realmente dormia de ou com tôca?
    Ou será que é só aguardar tudo ser publicado em mais uma edição avulsa de um diário secreto?
    É infame, é ridículo eu sei, mas eu não consigo resistir, é inevitável: desse TÔCA não sai coelho. Isso é mais um jogo de resultado arranjado. Você perde, todos nós (do jogo) ganhamos e a galera não vibra, só paga a conta acreditando que alguma mudança começou.

  • Nascimento Disse:

    Parabens pelo brilhante texto do Cesar Teixeira. Disse tudo. O mandante? Sim quem pos a(o) Tôca? A partir dai vou começar a achar que tudo é para valer. Por enquanto, é tudo um grande encenação.

  • TERTULIANO Disse:

    E para o Alexandre Curi não sobra nada? Nem para nenhum deputado? Assim é fácil. O Rossoni só está chutando cachorro caído. Até eu faço isso.

  • Fernanda Disse:

    Se não faz nada, reclamam. Se faz, é encenação. Acho que devemos dar tempo para o Rossoni. Ele começou bem. Vamos aguardar a coninuação.

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