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  • 11fev

    Msn/Viagem

    Igreja de San Francisco em Quito // EFE(EFE)

    Extensa e estreita como ela só, com 50 quilômetros de comprimento e apenas cinco de largura, Quito se ergue nas saias do vulcão Pichincha, um maciço montanhoso composto por vários vulcões, como o Guagua e o Rucu Pichincha.

    Em Quito – que significa “metade” em linguagem indígena, pois a cidade se ergue ao norte do país, por onde passa a linha equatorial – vivem atualmente cerca de dois milhões de habitantes, que levam em seu sangue o carisma rebelde e soberano.

    Por seu céu, seu sol perpendicular, suas montanhas que se erguem como guardiães e sua beleza sem-fim, Quito será durante o ano de 2011 a Capital Americana da Cultura. O anúncio foi feito no mesmo dia em que a cidade lembrava o 32° aniversário de sua coroação como Primeiro Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco, em 8 de setembro de 1978.


    Bairro La Ronda // EFE(EFE)

    Quito: coração inca, colonial e mestiço do Equador

    Outras razões também fizeram a cidade ser escolhida para o título. Uma pequena mostra: o convento máximo de San Francisco, o mais quitenho de todos, ocupa uma extensão de três hectares e meio e, segundo a lenda, foi construído por Satanás depois que o indígena Cantuña lhe ofereceu sua alma em troca.

    A fábula conta, no entanto, que Lúcifer esqueceu de colocar uma pedra e Cantuña recuperou sua alma. Quem visitar San Francisco poderá ver o espaço onde Satanás esqueceu de colocar a rocha, mas também poderá admirar a maior coleção de arte religiosa e sacra do país.

    Ali se encontra a imagem da Imaculada Apocalíptica, rebatizada como “Virgem de Quito”, e se alguém quiser admirá-la em formato grande, basta olhar para o monte de El Panecillo, na direção sul, onde está uma enorme réplica feita de alumínio.

    A parte antiga da capital equatoriana se estende por mais de 320 hectares, entre estreitas e empedradas vielas, construídas sobre antiquíssimos paredões que formam uma quadra quase perfeita.

    A magnífica igreja da Companhia de Jesus // EFE(EFE)

    O homem e a natureza

    Na declaração consta o seguinte texto: “Quito forma um encaixe sui generis harmônico onde as ações do homem e da natureza se juntaram para criar uma obra única e transcendental em sua categoria”.

    Essa obra única seduziu Mark Simmons, um canadense que já vive há dois anos na cidade e diz que ficou por causa do clima. Ele não se importa de caminhar pelas ruas molhadas da cidade com calças curtas e sandálias, apesar da chuva torrencial.

    “Eu gosto disso, você pode ter as quatro estações em apenas um dia e assim desfruta do sol e da chuva”, comenta Simmons.

    Quito não tem estações definidas, o visitante pode encontrar durante a manhã verão, à noite algo parecido ao inverno e ao amanhecer olhar como os vulcões estão cobertos de neve.

    A capital, a terceira mais alta do mundo, localizada a 2.800 metros de altura, se apronta para mostrar sua melhor face ao longo de 2011 a um público potencial de 153 milhões de espectadores.

    Segundo o Escritório Internacional de Cidades Culturais, que designou Quito como Capital Americana da Cultura, a cidade terá 12 meses para rentabilizar seus lucros e explorar a cultura como um poderoso instrumento de desenvolvimento econômico.

    A igreja do Sacrário // EFE(EFE)

    Cidade para ser vivida

    Entre as atividades programadas está o projeto de escolha e promoção dos sete tesouros de patrimônio cultural e material de Quito para transformá-los em “janelas” da promoção.

    Para Tudela, o fundamental é que os cidadãos se apropriem do projeto e que a capital seja “sentida, vibrada, participada por todos e marque um antes e um depois na vida coletiva da cidade e por extensão, do país”.

    Apesar dos revezes, como o terremoto de 1987, que maltratou dezenas de estruturas, a “Luz da América” manteve sua beleza nas mais de 130 edificações monumentais e nos 5.000 imóveis históricos registrados no inventário do Fundo de Salvamento.

    Nos últimos oito anos foram desenvolvidos 387 projetos de restauração com um investimento que supera os US$ 200 milhões.

    O prefeito de Quito, Augusto Barrera, defende a ideia de que os habitantes desta cidade inca, colonial e mestiça não sejam “guardiães de um museu morto” nem de um “centro lindo”, mas de “uma cidade que seja capaz de recuperar seu patrimônio”.

    Publicado por jagostinho @ 19:14



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