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  • 12fev

    Por Milton Alves*

    Beto Richa completou essa semana um mês de governo. Um tempo curto, é verdade, para uma avaliação dos rumos de sua gestão. Um padrão utilizado internacionalmente para uma maior avaliação são os primeiros cem dias de um governo.

    No entanto, é possível avaliarmos algumas medidas, gestos e atitudes, que indicam opções, escolhas. A partir daí começa a nossa história.

    Maria do Carmo, é professora, nascida em Paranavaí, mora há dez anos em Curitiba. Ela foi uma das milhares de pessoas que fizeram o PSS – Processo de Seleção Simplificado – com o objetivo de atuar no magistério, exercer a profissão, resultado de anos de estudo e de sacrifícios.

    Porém, uma decisão do governo tucano suspendeu a modalidade de contratação e deixou Maria do Carmo na mão, frustrando as suas sentidas aspirações.

    Joana Trindade, moradora do Tatuquara, auxiliar de serviços gerais, duas filhas pequenas em idade escolar, também foi surpreendida por uma decisão governamental.

    No caso, trata-se da suspensão do Programa do Leite, um programa bem sucedido e que fornece o leite para as crianças na escola, reforçando a nutrição dos pequenos.

    O fio condutor que cruzou o destino de Maria com o de Joana foi o mesmo: a insensibilidade e a pressa burocrática, portanto, de viés autoritário, que tenta apagar os bons programas e as medidas acertadas do governo passado.

    Resultado concreto: escolas da rede estadual sem professores e os alunos sem uma merenda adequada, do qual o leite é um componente essencial.

    Em ambas situações, as medidas afetaram trabalhadores e trabalhadoras, pessoas, que dependiam de uma decisão mais criteriosa, mais justa, pensada e gradual, dos atuais gestores, e não de um decreto, um ucase, de uma assinatura suspendendo de uma tacada só processos e programas em curso.

    Os dois exemplos, expressam uma forma de governar, um conceito autoritário e arrogante, que aparentemente prioriza o rigor administrativo e a eficiência, mas que na verdade despreza as pessoas, suprime os direitos, e opta pelos números frios das chamadas contas públicas, geralmente em detrimento dos mais pobres e fracos.

    Aliás, os ajustes fiscais são sempre contra a fatia mais pobre da sociedade.

    Além dessas medidas, no mínimo desastradas, chamou atenção a declaração do governador, num daqueles programas matinais de encomenda, que cogita privatizar a Celepar – a empresa estadual de informática, alegando não ser uma área importante para a atuação do poder público.

    O que demonstra uma visão reduzida e simplista do papel da Celepar, como operadora no desenvolvimento de novas tecnologias, novos processos de TI, do software livre Linux, e da utilização da fibra ótica em ampla escala, (em ação coordenada com a Copel) – como uma ferramenta importante na área da educação, por exemplo.

    Trata-se de um esquema mental, de um arsenal de conceitos, que combate ferozmente toda ação do estado e do poder público na regulação dos serviços e de setores fundamentais da economia.

    Daí que precisamos acompanhar de perto as ações do governo estadual em relação às grandes companhias do Paraná, como a Copel e a Sanepar, Porto de Paranaguá, que estão na alça de mira dos privatistas de plantão.

    Alguns poderão alegar que estou exagerando, que o governo está apenas começando, e que não é possível maiores conclusões, uma avaliação mais de conjunto.

    É verdade, vou concordar com as possíveis ponderações, porém, apenas registro fatos, declarações e acontecimentos concretos do período inicial da gestão de Beto Richa.

    Por último, ressalto a importância de uma mobilização efetiva da sociedade, nas ruas e no parlamento, às medidas, iniciativas e projetos, que operam no sentido do esvaziamento dos programas sociais, dos intentos privatizantes e no arrocho e desvalorização do funcionalismo público.

    *Milton Alves é presidente estadual do PCdoB-PR e membro da direção nacional do partido

    Acompanhe o Blog: www.miltonalves.com

    Publicado por jagostinho @ 15:47



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