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  • 11abr

    Gazeta do Povo/Rosana Félix

    Beto Richa : o "mesmo" novo jeito de governar

    O “novo jeito de governar”, bordão utilizado por Beto Richa (PSDB) durante a campanha eleitoral de 2010, ainda não foi implantado na prática.

    Nos primeiros 100 dias à frente do governo do Paraná, o tucano manteve algumas práticas condenáveis da gestão anterior – como o nepotismo e a indicação de aliados políticos – e ainda não lançou nenhuma política pública de impacto.

    O início da gestão foi marcado pelas reclamações da “herança maldita” deixada pelos antecessores – o que em parte é verdade – e o debate antecipado da eleição municipal de 2011.

    As ações mais efetivas ocorreram apenas como resposta à tragédia ambiental que devastou o litoral do Paraná em março.

    Esse balanço foi feito à Gazeta do Povo por cientistas políticos e advogados que acompanham o Executivo paranaense de perto.

    Segundo eles, apesar de 100 dias serem poucos para avaliar um governante, o período trouxe decepção porque havia muita expectativa com a chegada do tucano ao Palácio Iguaçu.

    “A juventude do governador que, para efeitos de campanha foi um elemento positivo, não se reverteu em um estilo de governar mais inovador e ousado. Pelo contrário, os 100 dias de Beto Richa trouxeram traços conservadores e até mesmo de atitudes em negação, já que ancorado no bordão que recebeu do governo anterior uma ‘herança maldita’”, afirma Celene Tonella, coordenadora do mestrado de Ciências Sociais da Universidade Estadual de Maringá (UEM).

    “Beto Richa manteve a tradição central do nepotismo na política paranaense. Nomeou a mulher e o irmão para o primeiro escalão, tem um primo no Detran e o filho assumiu uma secretaria na prefeitura de Curitiba. Para quem esperava um modo novo de governar, não houve mudanças”, afirma o cientista político Ricardo Oliveira, da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

    O professor também questiona outras nomeações, como a de Cassio Taniguchi na Secretaria do Planejamento e a do filho do deputado Nelson Justus em uma diretoria da Cohapar. Mas ele pondera que há outros bons nomes no secretariado, que podem fazer um trabalho relevante.

    Helicópteros

    Segundo as fontes ouvidas pela reportagem, o balanço é negativo porque também não houve apresentação de nenhuma política pública de impacto.

    A gestão de Beto Richa vem reiterando que não há dinheiro em caixa e responsabiliza os antecessores (Orlando Pessuti e Roberto Requião) pela baixa capacidade de investimento.

    Nem Richa nem seus secretários deram detalhes sobre os problemas financeiros até agora.

    “A situação orçamentária é apertada. Mas enquanto a população sofre o ajuste fiscal, o governo aluga helicópteros e aeronaves sem licitação por R$ 2 milhões”, acrescenta Oliveira.

    Os veículos foram usados para locomoção de Richa, sob o argumento de que a frota antiga estava sucateada.

    Para o cientista político Adriano Codato, também da UFPR, é difícil avaliar qualquer governo, porque as promessas feitas em campanha são vazias.

    Mas, para ele, independentemente dos compromissos firmados, o comportamento do governador deixou a desejar.

    “Houve muito mais preocupação com o pequeno mundo da política. Um dos maiores debates foi sobre quem o Beto Richa vai apoiar na eleição de prefeito de 2012. Isso foi decepcionante.”

    Para ele, o governador passou a maior parte do tempo “apagando incêndios” e não conseguiu propor nada novo.

    “Ele ficou respondendo aos problemas localizados da administração. Se for para ficar reclamando de falta de dinheiro, passam-se quatro anos facilmente”, observou.

    Investimentos

    Na área econômica, um dos pontos elogiados da atual gestão é a iniciativa para liberar investimentos de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs).A medida, entretanto, já havia sido iniciada na gestão de Orlando Pessuti (PMDB).

    “O começo de governo foi muito tímido, sem nenhum lançamento de impacto. O que houve foi uma diminuição no limite de compensação de créditos de ICMS, que até é bom para o caixa do governo, mas ruim para as empresas”, explica Clécio Luiz Chiamulera, vice-presidente do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças, seccional Paraná (Ibef-PR).

    Ele pondera que as expectativas com o novo governador são boas.

     

    Publicado por jagostinho @ 13:51



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7 Respostas

WP_Cloudy
  • TERTIUS Disse:

    MAIS UMA VEZ O POVO DO PARANÁ CAIU NA CONVERSINHA FIADA DO BETO RICHA. SÓ FALA E NÃO FAZ NADA. E VAI SER ASSIM ATÉ O FINAL. BEM FEITO PARA OS IDIOTAS QUE VOTARAM NELE. AGORA AGUENTEM ESSE DEMAGOGO

  • Germano Disse:

    Acho muito cedo para qualquer avaliação. Mas, sinceramente, eu que sou eleitor do Beto, achei um contrassenso ele dizer que não tem dinheiro e alugar aeronaves. Não aprovei .

  • Rute Disse:

    Se este eó jeito novo de governar então qual é o velho? Meu Deus. Me salve de tanta mentira !!!

  • Fagundes Filho Disse:

    O Beto é velho nos métodos e na demagogia. Se faz de mocinho para enganar as pessoas. Os 100 dias é uma amostra do que será este governo: UMA MERDA !!!!!!

  • Tina Disse:

    Os invejosos estão raivosos demais. Perderam e não se conformam. Beto, igual seu pai José Richa, será um grande governador. Demos o tempo ao tempo.

  • Felipãopão Disse:

    Estou aguardando o choque de gestão ! Será que vai abalar as estruturas do mundo e então teremos novos tsunamis?? hahahah Essa Beto é uma piada. E de muito mau gosto.

  • tony Disse:

    O problema do Beto foi ter mantido parte da cupinchada empregada pelo governo anterior. Começar coisa nova com coisa velha, nunca da certo. Tony

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