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  • 04jun

    UOL/NOTÍCIAS

    A avaliação de especialistas, parlamentares da base e da oposição, que falaram ao UOL Notícias, foi unânime em um ponto:

    a entrevista do ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, à TV Globo não trouxe novidades a respeito da natureza dos serviços prestados, do faturamento anual da empresa dele nem da lista de empresas que prestou serviços nos últimos quatro anos, quando multiplicou em 20 vezes seu patrimônio pessoal.

    “Eu acho que a entrevista foi ‘mais do mesmo’, ele não acrescentou nada com nenhum esclarecimento novo. Como se pode ter ministro-chefe que não pode revelar com quem ele teve negócios? O princípio fundamental de uma pessoa pública é a transparência e saber quem é a pessoa e isso continua nebuloso”, analisou o cientista político João Paulo Peixoto, da Universidade de Brasília (UnB).

    Na primeira aparição pública em 18 dias depois de reportagem de a Folha revelar seu rápido enriquecimento, Palocci disse que gostaria de manter em sigilo os números anuais do faturamento da empresa dele, a Projeto.

    Segundo ele, esses números “não dizem respeito ao interesse público” e o ministro não pode expor seus clientes.

    O ministro petista foi categórico ao afirmar que o conflito político criado ficou centrado na pessoa dele e frisou que sua manutenção no cargo fica a critério da presidente Dilma Rousseff.

    “A entrevista foi um tiro no pé. Talvez, fosse melhor que ele não tivesse dado. Não trouxe nada de novo. Ele foi ‘escapista’ nas perguntas que mais interessavam de fato”, afirmou o líder do DEM na Câmara dos Deputados, ACM Neto (BA), ao UOL Notícias.

    Para o líder do PSDB no Senado, Alvaro Dias (PR), a falta de informação na entrevista só reforça a necessidade e o interesse de parlamentares de chamar Palocci para depor no Congresso.

    A oposição continua na mobilização para ouvi-lo. A comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados havia conseguido convocá-lo após um “cochilo” da base governista, mas a decisão foi suspensa pelo presidente da Casa, o deputado federal petista Marco Maia (RS).

    No entanto, o DEM ameaça entrar com um mandado de segurança no STF (Supremo Tribunal Federal) caso a Câmara não aceite o que foi feito na comissão.

    “Não é necessário ouvi-lo do ponto de vista do Congresso. Mas, do ponto de vista da responsabilidade pública, é evidente que as perguntas vão muito além de uma simples entrevista em um bloco de jornal. Ele não comprovou nada do que disse e é essa exigência que se faz no Congresso”, afirmou o senador tucano Alvaro Dias.

    Calmo ou nervoso?

    “Eu acho que ele se saiu bem no sentido superficial, se manteve tranquilo, inclusive sorridente em alguns momentos e apresentou as alegações nos aspectos formais que deu aos órgãos relevantes, que não apontou qualquer delito ou comportamento impróprio. Isso pode ter alguma relevância, algum impacto positivo na opinião pública”, destacou o cientista político e professor emérito da UFMG, Fabio Wanderley Reis.

    Os líderes da base, Cândido Vaccarezza (PT-SP) na Câmara e Romero Jucá (PMDB-RR) no Senado, também classificaram que Palocci “falou bem”.

    Apesar de ser do mesmo partido que Palocci, Vaccarezza fez questão de descolar a imagem e a responsabilidade do governo e da legenda sobre qualquer ato do ministro.

    “Isso não é assunto do partido, o partido não tem que se meter nisso. Se eu saio e mato alguém, a culpa é de quem? Minha ou do partido? Isso é assunto do Palocci”, afirmou o deputado.

    Vaccarezza disse ainda estar “satisfeito” com as informações dadas por Palocci, mas não poderia falar em nome dos demais colegas de PT nem da base aliada.

    Já o peemedebista Romero Jucá foi bem mais enfático na defesa do ministro e classificou as explicações dele como “de bom tamanho”, mas afirmou que, ainda assim, espera que a oposição continue reclamando e forçando o “embate político”.

    “Eu acho que ele [Palocci] foi bem tranquilo. Informou ao país o que aconteceu e as questões de confidencialidade ele entregou aos órgãos de controle, ao Ministério Público, à Receita Federal. Não há nada escondido”, declarou Jucá.

    Por outro lado, o democrata, ACM Neto, viu, em alguns momentos da entrevista à TV, indícios de nervosismo do ministro.

    “Todo o Brasil viu. Eu achei que ele estava nervoso, escapando do que interessava mais, ele estava longe de estar tranquilo. Ele caiu em contradição quando falou sobre as consultorias”, questionou Neto.

    De acordo com o senador tucano, Alvaro Dias, a presença de Palocci “tumultua”o governo e a crise não termina com esta entrevista”.

    A oposição, segundo ele, ganhará fôlego para conseguir mais apoio de dissidentes da base para assinar o requerimento de abertura de CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigá-lo no Congresso.

    “Se não tiver assinaturas suficientes na Câmara e só tiver no Senado, vamos abrir uma CPI só no Senado”, afirmou Dias.

    Publicado por jagostinho @ 12:15



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3 Respostas

WP_Cloudy
  • Cesar Teixeira Disse:

    Ah! Tá então.
    Perguntar não ofende: o cara compra um apartamento nos Jardins de R$6,6 milhões, paga à vista, mais ainda prefere ficar morando em Moema num imóvel alugado e em nome de laranjas?

    http://www.youtube.com/watch?v=S1FrRsQ2rDw

    E depois disso tudo ainda é considerado pelo ex-presidente Lula como o Pelé da economia e recebe zilhões por suas consultorias. Cara bom heim?

  • Elizeu Disse:

    Esse cara acha que o povo brasileiro é otário

  • Míriam Disse:

    E pq ele escolheu a Globo para dar satisfações? Não poderia ter dado entrevista coletiva a imprensa?
    Quem ele pensa em enganar com aquela cara de sonso e a línga travada? Espero que a imprensa deste país não dê sossego a ele, nem a oposição, se é que ela existe.

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