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  • 01ago

    Bem, comecemos pela definição formal da palavra IDEOLOGIA que é de origem grega: estudo das ideias.

    Aliás, quem criou o vocábulo com este significado foi o filósofo francês Destutt de Tracy, no fim do século XVIII.

    É sua aplicação na política  que causa polêmica. Afinal, viraram o termo do lado avesso. Principalmente os políticos brasileiros.

    Ou melhor, avacalharam com a tal de ideologia.

    Como tentar aplicar o termo num meio político como o nosso, onde nem fidelidade partidária é levada a sério.

    Quem não conhece, e tem aos montões por aí, políticos que já trocaram de partidos indo de uma ponta para outra do espectro político? Há tempo mandaram às favas o pensamento político.

    A dança partidária vai ao som das conveniências. Se houver oportunidade o desvio de rumo é inevitável. Sem muitas explicações.

    Dito isto, vamos visualizar o momento político atual de Curitiba.

    E, para não permitir interpretações maldosas, é bom ressaltar que Gustavo Fruet, o favorito nas pesquisas para prefeito de Curitiba, não deixou o PSDB.

    Foram os tucanos que preferiram Luciano Ducci, do Partido Socialista Brasileiro, como aliado para 2012.

    Fora do PSDB, Fruet vai para o PDT, que é um dos partidos da base de Dilma, que é do PT, governo petista que Gustavo, quando deputado federal, tanto criticou.

    O que se observa ao analisar os comentários dos que se acham entendidos em política é que este é o único detalhe, por enquanto, usado para tentar diminuir o favoritismo de Fruet.

    Se for só esta a crítica mais contundente, sobram-me motivos para acreditar que as próximas pesquisas que virão, trarão um Gustavo mais disparado na frente ainda.

    E a razão é muito simples. Sistematicamente, os políticos brasileiros sempre mostraram desprezo por ideologia e fidelidade partidária.

    Acostumaram o eleitor a votar na pessoa e não em “sofismas quânticos-sistêmicos-políticos-filosóficos-partidários”.

    O eleitor dos dias atuais, se não perceberam ainda as raposas políticas, quer renovação e honestidade.

    Passado limpo é fundamental. O resto são chorumelas que não levam a lugar nenhum. O povo sabe o que quer.

    Símbolos, hinos e palavras de ordem nunca encheram a barriga de ninguém.

    Fruet e todos os outros candidatos devem sim mostrar seus projetos, suas ideias e ações.

    O que pretendem fazer, e de que forma, para edificar a cidade de Curitiba para os próximos 30 anos.

    Afinal, Curitiba, muito elogiada, por um preço altíssimo de propaganda enganosa, não consegue, por exemplo, nem despoluir os rios que a cortam.

    Estas bobagens de que se um político for para este ou aquele partido, de direita ou esquerda, é melhor ou pior, está mais para futebol do que para política.

    E até porque os tais analistas tão preocupados com ideologia, também, vivem pulando de galho em galho.

    Dão razão ao ditado espanhol, invertido, que diz: ” se há governo, sou a favor”.

     

     

     

    Publicado por jagostinho @ 11:07



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3 Respostas

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  • Cleverson Lima Disse:

    Analisemos a andança partidárias de alguns figurões:

    Beto era do PTB, depois foi para o PSDB.

    Ducci, um ex-trotskista, era do PSB, foi para o PSDB, e voltou para o PSB.

    Rafael Greca, era PDS, depois foi para o PDT, depois para o PFL e por fim chegou ao PMDB.

    Fruet era do PMDB, foi para PSDB e agora desembarca no PDT.

    Leprevost era do PP e agora vai para o PSD.

    O vice governador Arns, era do PSDB, foi para o PT e voltou para o PSDB.

    Rossoni era do PTB e agora está no PSDB.

    Essa é um pequena lista de dança partidária.

    Cade a ideologia? Todos partidos antagonicos! Não estão nem aí para ideologia.

  • Valmor Stédile Disse:

    Tem razão Jota, é mesmo difícil falar em ideologia na realidade política atual, assim como não era fácil falar em fidelidade partidária até poucos anos. Subscrevi ação como um dos procuradores do PDT tentando cassar o mandato do deputado federal Airton Roveda, no início de 1999, porque poucos dias depois da posse mudou de partido afrontando o instituto da fidelidade partidária, um princípio constitucional consagrado pela Constituição de 1988, que remete o tema para os estatutos dos partidos políticos e o estatuto pedetista sempre foi muito claro a este respeito. A nossa iniciativa adormeceu nas gavetas – do Tribunal e da Câmara – até o parlamentar terminar seu mandato e a jurisprudência tratando deste importante tema só veio alguns anos depois por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), como resposta a uma consulta do DEMocratas, que é o antigo Partido da Frente Liberal, nunca chegados às questões enfocadas senão para satisfazer casos concretos como no momento em que peticionou a questão.

    Aos olhos do público é verdade que “símbolos, hinos e palavras de ordem nunca encheram a barriga de ninguém”, mas a falta disso esvazia o debate e os eleitores acabam elegendo governantes simplesmente porque têm passado limpo (às vezes nem currículo político possuem) e no poder praticam a ideologia deformada que alimentaram em suas mentes. Neste caso prefiro a máxima revolucionária de Ernesto Che Guevara, ‘si hay gobierno, soy contra’.

  • Míriam Disse:

    Ora Cleverson, a ideologia de ” é com esse que eu vou ” ou ” onde posso mais choro menos”…

    Nem ideologia a quem procura e menos ainda a quem acolhe. As pessoas já foram eletistas e primavam por seus lugares , na sociedade .Hj, com a miscelânea pessoal e partidária , deu no que deu.

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