Publicidade


      Red Apple Cosméticos

      CPV - Centro Paranaense da Visão

      Hospital Cardiológico Costantini

      Hotel Carimã

Twitter @blogdojota


  • 01ago

    COLUNA DE CELSO NASCIMENTO/GAZETA DO POVO

    Quem estiver interessado em saber que rumo podem tomar, no Paraná, as eleições de 2012 e 2014 que passe a seguir as pegadas mais fortes que o PT começa a deixar pelo caminho.

    Os primeiros e mais decisivos rastros ficaram marcados na reunião noturna que o partido fez na última quinta-feira, quando uma penca dos seus mais influentes e dominantes filiados orientou para a direção que a militância deve to­­mar.

    O pretexto do encontro promovido pela tendência Cons­­­truindo um Novo Brasil – a ala mais poderosa dentre as várias, à esquerda e à direita, em que se divide a legenda – foi o de lançar o nome do deputado Ângelo Vanhoni como candidato à prefeitura de Curitiba.

    Com isso, deu o primeiro e mais forte recado: que as minorias simpáticas à candidatura própria não se alvorocem tanto nem criem dificuldades para a realização de um projeto que vai além da conquista da prefeitura em 2012.

    Na verdade, o lançamento de Vanhoni serviu apenas para marcar território, sobre o qual não devem avançar as minorias que pensam em apoiar os deputados Dr. Rosinha e Tadeu Veneri, que já há meses batalham para ocupar a vaga de candidato a prefeito pelo PT.

    Va­­nhoni, ao contrário, está ao lado dos que mandam no partido no estado e se a ordem for para que, no fim das contas, não seja candidato, ele estará disposto a obedecer.

    Conquistar a prefeitura é apenas a primeira etapa do projeto maior, que é manter Dilma Roussef na Presidência por mais quatro anos e eleger a senadora Gleisi Hoffmann, atual chefe da Casa Civil, para o governo do estado.

    Para realizar esse projeto, o entendimento dos manda-chuvas é absolutamente pragmático: mais importante do que concorrer com um petista inviável à prefeitura é derrotar na capital o predomínio do PSDB e do governador Beto Richa.

    Isto significa que a estratégia petista é a de fazer o possível para evitar a reeleição do prefeito Luciano Ducci e de colocar em seu lugar alguém que contribua para reeleger Dilma e eleger Gleisi em 2014.

    Até pode ser, de fato, o deputado Ângelo Va­­nhoni, mas a perspectiva mais forte no momento é a de sacramentar o ex-tucano Gustavo Fruet como opção preferencial.

    Isso não é novidade. Desde que, há oito meses, Fruet emitiu os primeiros sinais de que não ficaria no PSDB, o PT lançou sobre ele seu olho gordo.

    E agora, com Fruet prestes a se filiar a uma legenda integrante da base de Dilma (o PDT, provavelmente), tornou-se ainda maior a possibilidade de o PT vir a apoiá-lo já no primeiro turno.

    A avaliação que se faz no momento é que ele teria mais chance de derrotar o esquema político de Beto Richa em Curitiba do que qualquer candidato próprio do PT. O que seria o primeiro e mais significativo passo para levar Gleisi ao governo e facilitar a vida de Dilma Roussef.

    Com esse raciocínio concorda integralmente o deputado Ângelo Vanhoni, assim como todos os demais petistas de alto coturno que participaram da reunião de quinta-feira – dentre os quais, e o mais entusiasmado, o presidente da Itaipu Binacional, Jorge Samek.

    O ministro Paulo Bernardo, marido de Gleisi e um dos mentores da estratégia, estava também presente – mas apenas em espírito…

    Publicado por jagostinho @ 15:34



Os comentários NÃO representam a opinião do Blog do Jota Agostinho. A responsabilidade é EXCLUSIVA do autor da mensagem, sujeito à legislação brasileira.

Uma resposta

WP_Cloudy
  • Valmor Stédile Disse:

    Decifrar os planos eleitorais do PT para Curitiba é algo muito complicado, a menos que embarque logo na vice de Gustavo Fruet (não entro no mérito) poderá expor em campanha seu mais forte pragmatismo, mesmo com candidato próprio. Prevalecendo a polarização da disputa entre o ex-deputado e o atual prefeito Luciano Ducci, do PSB, que tanto se relaciona bem com o governador Beto Richa quanto com o casal de ministros Gleisi Hoffmann e Paulo Bernardo, fica difícil imaginar no pleito da capital a antecipação do palanque de 2014, como analisa Celso Nascimento.

Deixe um comentário

Por favor, atenção: A moderação de comentário está ativa e pode atrasar a exibição de seu comentário. Não há necessidade de reenviar o comentário.