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    BBC BRASIL

    • O presidente de Cuba, Raúl Castro, ao lado do primeiro vice-presidente, Jose Ramon Machado Ventura, durante Assembleia Geral, nesta segunda-feira (1º), em  HavanaO presidente de Cuba, Raúl Castro, ao lado do primeiro vice-presidente, Jose Ramon Machado Ventura, durante Assembleia Geral, nesta segunda-feira (1º), em Havana

    O Parlamento de Cuba deu luz verde nesta segunda-feira a um plano de reformas econômicas que deve trazer mudanças importantes ao modelo comunista vigente no país.

    Entre as medidas está a comercialização de moradias, o que significa a volta da propriedade privada à ilha.

    A reforma foi aprovada pela Assembleia Nacional do Poder Popular, cuja sessão foi aberta pelo presidente Raúl Castro.

    Castro vem defendendo reformas que possibilitem a criação de um mercado livre limitado desde que recebeu o poder das mãos do irmão, Fidel, em 2008.

    Com a aprovação do plano, os cubanos vão poder, pela primeira vez em 50 anos, comprar propriedades.

    A escassez de habitações é um dos grandes problemas da ilha, já que apenas a troca de casas é permitida (sem uso de dinheiro), o que provocou a criação de um mercado negro para a aquisição de moradias.

    A compra de mais de um automóvel também será permitida. Ainda é prevista a eliminação de um milhão de empregos no setor público.

    Viagens ao exterior também serão facilitadas, assim como será autorizada a abertura de pequenos negócios.

    O pacote com 313 medidas foi desenhado em abril deste ano, durante o Congresso do Partido Comunista.

    Comunismo

    Durante a sessão no Parlamento, o deputado José Luiz Toledo Santander, presidente da Comissão de Assuntos Constitucionais, ressaltou que, apesar da reforma, a Constituição de Cuba reconhece que o Partido Comunista “é a força dirigente superior da sociedade e do Estado”, segundo o jornal Juventud Rebelde.

    As mudanças ficam a cargo da Comissão de Implementação, que segundo o jornal irá definir, de maneira concreta, “o conceito de elementos teóricos do modelo cubano que se atualiza e propor normas jurídicas”.

    A comissão tem ainda a missão de implementar um novo modelo de gestão nas empresas estatais de Cuba.

    Publicado por jagostinho @ 18:22



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