Publicidade


      Red Apple Cosméticos

      CPV - Centro Paranaense da Visão

      Hospital Cardiológico Costantini

      Hotel Carimã

Twitter @blogdojota


  • 11ago

    COLUNA DE CELSO NASCIMENTO/GAZETA DO POVO

    A eleição municipal de 2008 levou às urnas 1.068.613 curitibanos; 965.083 votaram nos 797 candidatos a vereador inscritos para disputar as 38 vagas da Câmara.

    Os 38 eleitos somaram 299.325 votos. Pergunte-se a cada um desses: você aplaudiria a decisão do vereador em que você votou de não apoiar a criação da CPI para investigar os atos suspeitos do presidente João Cláudio Derosso?

    Salvo poucas exceções, os 299.325 eleitores já nem se lembram em quem votaram – mas com certeza seriam favoráveis à instalação da CPI.

    Confiantes, no entanto, na memória fraca do povo, 23 vereadores da situação se reuniram na calada da noite de terça-feira e firmaram sua posição: não só votarão contra a CPI como tentarão esvaziar todas as demais iniciativas internas que visem à apuração dos fatos.

    Assim, além de não apoiarem a CPI, os vereadores da maioria também vão contrariar os eleitores com esforços pessoais para que a Comissão de Ética da Câmara produza resultados pífios diante das três denúncias que lhe foram encaminhadas contra Derosso: gastos excessivos com publicidade, favorecimento a uma agência de propriedade da mulher e nepotismo.

    Já que 23 firmaram pacto de sangue para proteger Derosso, a CPI já estaria previamente derrotada?

    Não necessariamente: ontem, das 13 assinaturas necessárias, o líder da oposição, vereador Algaci Túlio, já havia recolhido sete e espera que os três do PDT também assinem.

    Nesse caso, já seriam dez. O único representante do PSC também já foi instruído pela direção do partido a firmar o documento. E as outras duas, de onde viriam?

    Uma delas pode ser a da vereadora Renata Bueno, do PPS, partido que integra a base situacionista.

    Ela já disse que CPI não é coisa séria; serviria apenas de palco para a oposição fazer política – contrariamente à opinião do pai dela, deputado Rubens Bueno, secretário nacional do PPS, que tem se notabilizado na Câmara Federal por iniciativas de investigação quanto à corrupção em ministérios e outros órgãos federais.

    O voto faltante poderia ser do marido de Renata, o vereador pepista Juliano Borgheti, que já se manifestou favorável ao afastamento de Derosso.

    Os que são contra a CPI alegam ser ela desnecessária porque o Tribunal de Contas e o Ministério Público já abriram procedimentos para apurar as supostas irregularidades praticadas na gestão de Derosso.

    Eles contam com o benefício da lentidão desses organismos. Por exemplo: o Tribunal de Contas sempre aprovou as contas da Câmara – ou seja, nunca havia antes notado as irregularidades que só vieram a público graças à imprensa.

    Quanto ao Ministério Público, não custa lembrar que sua inação foi responsável pela prescrição dos crimes de improbidade que envolveram 73 dos 74 deputados enrolados desde a década de 90 no caso dos “Gafanhotos” – funcionários fantasmas cujos salários iam parar nas contas bancárias dos próprios deputados.

    Se o MP fosse rápido, pelo menos 20 dos atuais deputados estaduais não estariam hoje exercendo novos mandatos.

    Logo, ainda que o TC e o MP investiguem a Câmara, mal não faria que os próprios vereadores fizessem o mesmo.

    A menos que tenham medo de revelações que possam comprometê-los. Seria esse o motivo?

    Publicado por jagostinho @ 10:52



Os comentários NÃO representam a opinião do Blog do Jota Agostinho. A responsabilidade é EXCLUSIVA do autor da mensagem, sujeito à legislação brasileira.

2 Respostas

WP_Cloudy

Deixe um comentário

Por favor, atenção: A moderação de comentário está ativa e pode atrasar a exibição de seu comentário. Não há necessidade de reenviar o comentário.