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  • 16ago

    COLUNA DE CELSO NASCIMENTO/GAZETA DO POVO

    Esta coluna mostrou no domingo que as tropas de Beto Richa e Luciano Ducci já avançaram quilômetros sobre o campo do ex-deputado e pré-candidato a prefeito de Curitiba Gustavo Fruet.

    Do PSDB e PSB, passando pelo DEM e pelo PPS, quase todos os grandes partidos se alinharam ao propósito de reeleger Ducci e de asfixiar Fruet, que deixou de ser tucano – partido no qual não se sentia seguro – para viabilizar a candidatura por outra legenda e outra frente.

    Foi um jogo arriscado. Embora conhecido nacionalmente por sua atuação na oposição ao governo do PT, restaram a Fruet exatamente as legendas que formam a base de Dilma Rousseff.

    É nesta fonte que ele busca água para beber – a começar pela filiação, que deve sacramentar nos próximos dias, ao PDT, uma das siglas da base governista.

    Há, portanto, uma contradição político-ideológica na opção que está abraçando. De que maneira esse fato vai influenciar a preferência pelo seu nome?

    A última pesquisa conhecida é do Ibope, realizada em maio passado.

    Nela, Gustavo Fruet aparecia 11 pontos (34% a 23%) à frente de Luciano Ducci.

    Uma (então já cogitada) mudança de lado afetaria seu desempenho eleitoral? – perguntava a mesma pesquisa aos 1.800 en­­trevistados.

    A resposta obtida foi de que não, não afetava tanto.

    Os eleitores mostraram que seu nome era mais forte que qualquer legenda: 77% deles afirmaram que não mudariam sua disposição de votar em Gustavo Fruet, ainda que, em última hipótese, precisasse se filiar até mesmo ao PT.

    Apenas 8% dos entrevistados disseram que, neste caso, mudariam seu voto.

    Foi o resultado desta pesquisa que deu segurança a Gustavo para precipitar sua saída do PSDB e para sair em busca de outro abrigo.

    Foi animado também pelos contatos com altos dignitários petistas, dentre os quais o ministro das Comuni­­­cações, Paulo Bernardo.

    O raciocínio se completou com outro: a eventual perda de eleitores antipetistas seria compensada pelo voto dos simpatizantes do PT e pela azeitada máquina do poder central.

    O PT tem planos para 2014 que, necessariamente, passam por 2012. Eleger no ano que vem o prefeito de Curitiba em oposição ao grupo de Beto Richa é fundamental para dar viabilidade à candidatura da senadora (e atual ministra da Casa Civil) Gleisi Hoffmann e à reeleição de Dilma Rousseff para a Presi­­dência.

    Sem candidatos fortes para enfrentar o esquema político de Richa, ficou evidente para a alta cúpula do PT que a melhor estratégia seria a de tomar emprestado o prestígio popular de Fruet – projeto que se fortaleceu na semana passada quando da vinda a Curitiba do presidente nacional petista Rui Falcão.

    Embora procurando não desprestigiar os nomes próprios que mostram vontade de se lançar candidatos, Falcão deixou claro que a escolha final será determinada pela prioridade que o partido dá às eleições de 2014.

    O que significa que o PT pode optar pela aliança com Gustavo Fruet já no primeiro turno.

    Logo, se a armada de Beto Richa/Luciano Ducci já foi colocada em campo, Gustavo não se sente só.

    Acredita que pode responder o fogo com artilharia pesada.

    A guerra está apenas começando.

    Publicado por jagostinho @ 13:47



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2 Respostas

WP_Cloudy
  • Valmor Stédile Disse:

    Tivemos ontem uma das melhores reuniões da Executiva Estadual do PDT, sob a presidência do deputado Augustinho Zucchi e secretariada pelo prefeito Paulo Mac Donald Ghisi (Foz do Iguaçu), que aprovou aproximadamente vinte Comissões Provisórias Municipais culminando com reafirmação de apoio total ao ingresso do ex-deputado Gustavo Fruet no partido e ao nome dele como candidato pedetista à Prefeitura de Curitiba e condutor de todo o processo político na capital.

    Isto ficou evidenciado durante o relato de Zucchi sobre a polêmica do fim de semana, na qual ele foi apontado como interlocutor do governador Beto Richa (PSDB) para dificultar o acesso de Fruet ao PDT e sua candidatura a prefeito, fato que foi negado na imprensa e fez questão de rechaçar também nesta oportunidade. Estavam presentes os demais membros da bancada – deputados André Bueno, Fernando Scanavaca e Nelson Luersen -, os dirigentes do PDT na capital Jorge Bernardi e Wilson Picler, o superintendente regional do Trabalho, Neivo Beraldin, o prefeito José Baka Filho (Paranaguá) e dirigentes dos movimentos partidários da Juventude Socialista, das Mulheres, dos Negros e Sindical, entre outras lideranças.

    De forma que, se havia qualquer pretensão palaciana de criar embaraços para a efetiva concretização dos objetivos do PDT em Curitiba e de seus entendimentos com Gustavo Fruet, o tiro atingiu à culatra.

  • Vitor Disse:

    eu sabia! Fruet nosso futuro prefeito! não importa se irá se coligar com o PT, reafirmo que quem vota em Fruet é por causa de sua competência e seu caráter.

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