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  • 20ago

    BBC BRASIL

    Para revista, 'recompensa' de Dilma a demissões tem sido ameaças de motim em sua base de apoio

    A reação da presidente Dilma Rousseff aos recentes escândalos de corrupção em vários ministérios, com o afastamento de dezenas de funcionários de médio e alto escalão, pode dificultar a ela a aprovação pelo Congresso de reformas necessárias para o país enfrentar as turbulências na economia global, segundo avalia artigo publicado na edição desta semana da revista britânica The Economist.

    O texto afirma que, oito meses após tomar posse, Dilma se vê “sugada pelo pântano político que é Brasília”. Para a revista, a presidente tem reagido com firmeza aos escândalos, mas “sua recompensa tem sido sinais de motim em sua coalizão”.

    “Com a economia mundial se deteriorando, a capacidade de Rousseff em impor sua autoridade sobre seus aliados importa bastante para as perspectivas do Brasil”, afirma a revista.

    O artigo afirma que o principal interesse dos partidos menores da coalizão governista “não é ideologia, mas a extração de empregos e dinheiro do governo, para ganho pessoal ou financiamento do partido”, e que por isso estão contrariados com a tentativa de Dilma de “reescrever as regras do jogo”.

    A revista observa que muitos dos 25 mil cargos de confiança do governo ainda não foram preenchidos e que muitos dos que foram preenchidos são ocupados por tecnocratas independentes em lugar das indicações dos partidos. Além disso, comenta o artigo, “para ajudar a cortar o deficit fiscal, ela eliminou as emendas dos congressistas ao Orçamento”.

    Descontentamento

    O artigo diz que mais perigoso do que a saída do PR do governo, após a demissão de seu presidente, Alfredo Nascimento, do cargo de ministro dos Transportes, é o descontentamento dentro do próprio PT, de Dilma, ou do PMDB, do vice-presidente, Michel Temer.

    “Ambos consideram Rousseff perigosamente ingênua. Eles acham que ao agir contra a corrupção ela pode ter começado algo que não pode mais parar. Os políticos sob acusações têm o hábito de contra-atacar jogando acusações de transgressões contra outros”, diz o texto.

    Segundo a revista, líderes de ambos os partidos tentam persuadir a presidente de que entregar alguns cargos ou verbas seria um pequeno preço a pagar pela governabilidade.

    “Senão, eles advertem, o Congresso pode retaliar ao aprovar emendas constitucionais que preveem grandes gastos”, diz o texto.

    Para a Economist, o principal desafio de Dilma será a votação, até o final do ano, da provisão em vigor desde 1994 e que dá ao governo autonomia para remanejar até 20% do Orçamento federal. Sua aprovação requer o apoio de três quintos de ambas as casas do Congresso.

    O artigo avalia que se Dilma conseguir controlar o Congresso “usando uma mistura de ameaças, promessas e apelos ao interesse próprio”, poderá ter como recompensa “uma política mais limpa”, o que seria popular com eleitores de classe média.

    Apesar disso, a revista considera que mais importante para a popularidade geral da presidente será “manter a inflação sobre controle e garantir que um necessário resfriamento da economia não acabe em estagnação”.

    Publicado por jagostinho @ 12:19



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Uma resposta

WP_Cloudy
  • Carlos Toledo Disse:

    Os votos de corruptos para fazer reformas importantes Jota?, é melhor a presidente levar em frente e varrer de Brasilia os sangue suga da nação, e depois junto com o a maioria do povo Brasileiro que ainda tem dignidade ai sim Jota, promover as verdadeiras mudanças que o Pais precisa, nem que para isto, tenhamos que sair em mobilização da qual sugiro a presidente que deve ter aprendido bons exemplos com Brizola não se curvar aos bandidos ladrões da nação,va em frente Presidenta Dilma nada de dizer que estes ladrões prestaram bons serviços ao Brasil lugar deles seria na cadeia.

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