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  • 08nov

    FOLHA.COM

    O governo brasileiro teve mais uma vez de explicar no exterior sua decisão de elevar o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) de carros importados.

    Desta vez em reunião entre Fernando Pimentel (ministro do Desenvolvimento) e Vince Cable, ministro dos Negócios do Reino Unido. Os dois discutiram formas de elevar o comércio entre os dois países.

    A elevação do IPI, adotada em setembro, causou irritação em países exportadores, e alguns, como Japão e Coreia do Sul, já pediram explicações formais do Brasil na OMC (Organização Mundial do Comércio). Dizem que a medida é protecionista.

    As alíquotas de IPI para veículos com menos de 65% de conteúdo nacional, que antes variavam de 7% a 25%, subiram para 37% a 55%.

    “Já anunciamos que vamos mudar a regra. Em dezembro, faremos um decreto para flexibilizar a tributação e dar incentivos a empresas que anunciarem produções no Brasil. Não é uma medida protecionista, como alguns afirmam. Não estamos fechando nossa economia, mas atraindo mais empresas para nosso país”, afirmou Pimentel, em Londres.

    Ele disse que se reuniu com a montadora Land Rover e que a empresa decidiu abrir uma fábrica no Brasil, para se beneficiar da redução da taxa do IPI.

    “Será a primeira unidade de produção de veículos da marca fora do Reino Unido”, afirmou Pimentel, sem dar mais detalhes.

    Em entrevista, Vince Cable tentou fugir da polêmica. Disse que o Brasil sabe das reclamações das montadoras e que Pimentel saberá se explicar com elas.

    Mas fez questão de realçar que o Brasil e o Reino Unido têm que se manter comprometidos a continuar como economias abertas, sem que haja interrupções nessa diretriz, apesar das “sensibilidades do Brasil em algumas áreas em particular”.

    Questionado, Cable concordou que o Reino Unido deixou de lado o Brasil nos últimos anos.

    “Na última década, nos concentramos no mercado interno e não olhamos para fora, principalmente para os mercados emergentes. Agora, há uma determinação para focarmos nos emergentes.”

    É um reflexo da estagnação da economia local e do principal parceiro econômico do país, as demais nações da União Europeia.



    Publicado por jagostinho @ 10:02



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