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  • 24nov

     AGÊNCIA ESTADO

    Osmar com Dilma e Lula na campanha do ano passado

    Passadas três semanas do início da crise no Ministério do Trabalho, crescem as chances de o PDT perder a pasta na reforma ministerial programada pela presidente Dilma Rousseff para o primeiro bimestre de 2012.

    O partido não recebeu nenhuma garantia do Palácio do Planalto de que manterá a pasta sob sua jurisdição, mesmo que vingue a ideia do presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), de afastamento do ministro Carlos Lupi, e sua substituição por um outro pedetista.

    A estratégia  montada por Paulinho e seu grupo de dar um “aviso prévio” para saída de Lupi e pôr em seu lugar um aliado contraria o Palácio do Planalto.

    Não foi à toa que o ministro-chefe da Casa Civil, Gilberto Carvalho, mandou um recado claro ao PDT ao afirmar que o regime é presidencialista e “Lupi continua ministro e a vida segue para nós”.

    “Primeiro, não estamos num parlamentarismo. Segundo, não há manifestação formal do PDT de se retirar da base aliada. Pelo contrário, há uma reafirmação e a atitude deles é muito nobre de reafirmar o apoio ao governo”.

    O temor do PDT é que na reforma ministerial perca o Trabalho para o PT, que reivindica a pasta que ocupou até 2007.

    Na dança das cadeiras que será promovida por Dilma, a tendência é os pedetistas ficarem com outra pasta.

    Diante dessa constatação, o líder do partido na Câmara, Giovanni Queiróz (PA), começou a defender que o PDT ganhe um Ministério com maior “capilaridade”, como Cidades ou Desenvolvimento Social.

    Os planos da presidente Dilma seriam, no entanto, bem diferentes das pretensões da bancada da Câmara. O escolhido para representar o PDT no novo Ministério seria o ex-senador Osmar Dias (PDT-PR).

    É a forma em estudo para compensá-lo pelo abandono de sua candidatura à reeleição ao Senado, no ano passado, só para dar palanque para a campanha presidencial de Dilma no Paraná, nas eleições de 2010.

    Diante do enquadramento do Palácio do Planalto, a cúpula do PDT tentou minimizar a tentativa de aviso prévio à Lupi engendrada em reunião da legenda na noite de ontem.

    “Pelo partido, esse assunto todo está encerrado. Cabe a presidente Dilma avaliar a permanência dele. Ele (Lupi) permanece enquanto a presidente confiar nele”, afirmou o secretário-geral do PDT, Manoel Dias.

    “Somos solidários ao Lupi e o entendimento que ele deve sair não é verdade”, emendou.



    Publicado por jagostinho @ 12:33



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