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  • 05dez

    GAZETA DO POVO

    No fim de outubro, o cantor Luciano, da dupla Zezé di Camargo e Luciano, assustou os fãs ao ser internado em um hospital de Curitiba após passar mal.

    O motivo, alegado por ele dias depois, foi a mistura de algumas doses de uísque e Rivotril (um medicamento ansiolítico usado principalmente para dormir).

    O episódio chamou a atenção para o perigo da combinação entre bebidas alcoólicas e o uso de medicamentos.

    De acordo com os médicos, essa mistura é perigosa e em casos extremos traz ameaça à vida. Mas, ao contrário do que pensa o senso comum, em certos casos, deixar de tomar o remédio porque se ingeriu álcool pode ser ainda mais prejudicial. Tudo depende do tipo de medicamento em questão.

    No caso de medicamentos para o coração ou para controle de problemas cardiovasculares, os pacientes que fazem uso do álcool, apenas eventualmente, não devem suspender a medicação.

    “O tratamento de hipertensão, por exemplo, depende muito de a pessoa seguir à risca os horários e quantidades do remédio. Não tomar o medicamento naquele fim de semana que bebeu uma cerveja é mais prejudicial que uma possível reação ao álcool”, explica o farmacêutico do Centro de Informação sobre Medicamentos do Conselho Regional de Farmácia do Paraná (CRF-PR) Jackson Rapkiewicz.

    Essa regra não vale para a associação entre bebidas alcoólicas e medicamentos que são depressores do sistema nervoso central, como calmantes, hipnóticos (usados para dormir), antidepressivos, ansiolíticos, sedativos e alguns analgésicos (derivados da morfina).

    “Esses remédios deixam o paciente sonolento e com a atividade motora diminuída. Como o álcool tem ação semelhante, a bebida potencializa o efeito do medicamento e a pessoa fica ainda mais sonolenta e perde a coordenação motora”, diz Rapkiewicz. Em quantidades excessivas, o resultado pode ser uma parada respiratória e morte.

    Para os benzodiazepínicos, como o Rivotril, é preciso mais atenção. “Se você usa o medicamento todos os dias, mesmo suspendendo a ingestão por um dia, a substância vai continuar circulando no organismo por algum tempo, então não diminui os riscos de uma reação”, diz o gerente médico da Unidade Intermediária de Crise e Apoio à Vida (Uniica), Élio Luiz Mauer.

    Outro perigo são os medicamentos que prejudicam a metabolização do álcool no organismo. Neste grupo, entram alguns antibióticos. “Esses remédios interferem nas fases de metabolização do álcool, o que causa rubor facial, náusea, enjoo e sensação de mal-estar.”

    Recomendação

    Segundo o farmacêutico do Centro Brasileiro de Informação sobre Medicamentos, vinculado ao Conselho Federal de Farmácia (CFF), Rogério Hoeflerm, para evitar problemas, a recomendação geral é que os pacientes não consumam bebidas alcoólicas enquanto fazem tratamentos com remédios porque a combinação das duas substâncias é inesperada.

    “Basta pensar que uma dose de álcool e um medicamento, em separado, têm reações diferentes dependendo do organismo da pessoa. Associando os dois, as reações são ainda mais imprevisíveis”, diz a professora de farmacologia da Universidade Positivo (UP) Priscila Samaha Gonçalves.

    Pacientes idosos ou que ingerem dois ou mais medicamentos simultaneamente devem ter cuidados redobrados, porque esses fatores aumentam as chances de reações indesejadas.

    Na dúvida, o ideal, segundo a médica psiquiatra e tesoureira da Associação Brasileira de Estudos do Álcool e Outras Drogas (Abead), Carla Bicca, é que o paciente consulte seu médico ou um farmacêutico antes de ingerir uma bebida alcoólica.

    “Também é bom ler a bula com atenção. Nos casos em que a ingestão de álcool é proibida, isso vem descrito na bula.”

    Publicado por jagostinho @ 19:08



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