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  • 06dez

    BEM PARANÁ

    Manifestação começou pela Santos Andrade, seguiu para a Câmara e terminou na Prefeitura (foto: Valquir Aureliano)

    Os servidores municipais de Curitiba tomaram as ruas da Capital novamente.

    Em luta pela manutenção de direitos trabalhistas e em protesto pelos excluídos da saúde, eles promoveram um ato na Praça Santos Andrade, caminharam até a Câmara Municipal e encerraram a manifestação com mais um ato em frente à Prefeitura, no Centro Cívico.

    Os atos foram marcados pelo início da greve por tempo indeterminado dos servidores da área da saúde não contemplados pelo projeto da Prefeitura que reduz a carga horária para 30 horas semanais.

    Sobre a greve, o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Curitiba (Sismuc), divulgou que dos cerca de mil profissionais das categorias excluídas, 300 aderiram ao primeiro dia de greve, sobretudo  suspendendo o recebimento e análise de exames de sangue e outros procedimentos no Laboratório Municipal, que ficou fechado.

    O Laboratório analisa cerca de 280 mil procedimentos mensais e cerca de mil procedimentos por dia de 110 unidades de saúde. 

    “O laboratório é responsável por 90% dos exames da rede municipal e é referência no país inteiro”, informa o farmacêutico Eduardo Marques. 

    No local são realizados os exames do mãe curitibana e exames de HIV.  A paralisação no laboratório deve atrasar os exames em curto prazo e em médio prazo.

    Hoje, os excluídos promoveram nova concentração, de novo na Santos Andrade com caminhada à prefeitura e a Câmara Municipal, onde o projeto das 30 horas deve ser votado.

    São 39 categorias que atuam na saúde que não terão a carga horária reduzida, conforme o projeto da Prefeitura.

    Os servidores se mobilizaram para que todas as demais categorias fossem incluídas no projeto, mas a Prefeitura disse que só debateria essa reivindicação a partir de fevereiro de 2012, e mesmo se ela fosse atendida, só seria implementada em 2013.

    As 30 horas para os trabalhadores na saúde é uma recomendação da Organização Mundial do Trabalho (OIT) e da Organização Mundial da Saúde (OMS) visto o tipo de atendimento realizado.

    Os conselhos regionais de farmácia e de psicologia manifestaram apoio a redução de jornada de trabalho dos trabalhadores da saúde. Para os conselhos, esses profissionais pertencem sim a área da saúde.

    “(Apoiamos os farmacêuticos) tendo em vista a recomendação da Organização Mundial da saúde no que se refere à carga horária dos profissionais da saúde”, diz nota do conselho regional de farmácia.

    As 30 horas beneficiam apenas os auxiliares e técnicos de enfermagem, enfermeiros, técnicos em higiene dental e auxiliares de consultório dentário, que apoiam a extensão do benefício a todos.

    Na Câmara — Segundo o Sismuc, a tendência é que a adesão dos excluídos vá aumentando conforme a greve se prolongue.

    Ela só acaba quando a Prefeitura chamar os servidores para negociar. Porém, ontem os vereadores da base aliada da Prefeitura derrubou dois importantes direitos trabalhistas dos servidores municipais.

    O projeto que acaba com a isonomia no funcionalismo e a data base de negociação salarial, foi derrubada em primeira votação.

    Se esse projeto passar também em segunda votação, provavelmente entre os dias 12 e 15 de dezembro, existe a real possibilidade de uma greve geral de todo os servidores municipais e do magistério.

    Publicado por jagostinho @ 08:37



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