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  • 15dez

    COLUNA DE CELSO NASCIMENTO/GAZETA DO POVO

    Se era o “sim” de Gustavo Fruet que faltava para o PT dar-lhe apoio já no primeiro turno da eleição de prefeito no ano que vem, já não falta mais.

    O ex-deputado aproveitou uma entrevista à rádio CBN, anteontem, para avisar o público em geral e os petistas em particular que está mesmo disposto a selar a aliança com o partido da presidente Dilma Rousseff após meses de negociação que empreendeu com poderosos interlocutores da sigla.

    Com o gesto de aceitação, Fruet removeu algumas resistências internas do PT que, tendo-lhe oferecido apoio, ainda não tinham ouvido dele a resposta positiva.

    O passo era fundamental para que, já neste sábado, a corrente petista Construindo um Novo Brasil (CNB) – da qual fazem parte os ministros Gleisi Hoffmann e Paulo Bernardo – comunique a direção nacional do PT que, em Curitiba, o partido não terá candidato próprio e que preferirá se coligar com o PDT de Fruet.

    As resistências, a partir de então, ficarão apenas por conta de correntes minoritárias do PT, lideradas pelos deputados Dr. Rosinha e Tadeu Veneri, que defendem que o partido deve lançar candidato próprio.

    Um de seus argumentos é que Fruet, como político e parlamentar, sempre atuou em oposição ao PT.

    Os dois deputados apresentam seus próprios nomes como alternativas para o partido – intenção que deverá sobreviver, no entanto, apenas até 15 de janeiro, quando direção nacional espera fechar o cenário de alianças em todas as regiões.

    Curitiba não será exceção entre as capitais mais importantes do país em que o PT praticamente já decidiu apoiar candidatos de outros partidos.

    Será assim, por exemplo, em Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Florianópolis, Vitória e em algumas outras prefeituras do Norte e Nordeste.

    Das grandes metrópoles, apenas em São Paulo e Porto Alegre é que o PT aposta em suas próprias fichas.

    Arriscado

    Gustavo Fruet sabe dos riscos que corre ao anunciar o noivado com o PT: sua atuação na Câmara Federal, especialmente nas CPIs que investigaram corrupção no governo, foi fortemente marcada pelo combate duro a Lula e ao PT.

    E esta foi uma das razões para que conquistasse grande fatia do eleitorado, especialmente entre as classes A e B, avessas ao lulo-petismo. Agora se alia ao velho adversário, pronto para aceitar o casamento.

    Até que ponto esta aliança heterodoxa vai lhe tirar votos? Ou até que ponto o apoio do PT, cujos simpatizantes se concentram na periferia, vai compensar o eventual prejuízo nas camadas de classe média?

    São indagações que Gustavo fez para seus botões desde que perdeu a chance de ser candidato a prefeito pelo PSDB e se viu forçado a filiar-se ao PDT, partido da base governista – legenda que, no entanto, isolada, não tem sequer tempo suficiente de propaganda eleitoral.

    Fruet ainda não tem todas as respostas. Conta, apenas, com indicações empíricas, segundo as quais grande parte de seu eleitorado tradicional já absorveu a ideia de vê-lo abraçado ao PT.

    Mesmo porque cresceu também a percepção de que não há alternativa político-eleitoral para viabilizar sua candidatura a ponto de confrontar a máquina oficial que trabalhará pela reeleição do prefeito Luciano Ducci.

    Publicado por jagostinho @ 10:34



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7 Respostas

WP_Cloudy
  • Valmor Stédile Disse:

    Diz o ditado que águas passadas não movem moinho. Será? Podemos ter lá nossas ressalvas em relação ao senador Roberto Requião, mas o que ele disse ontem precisa ser analisado em face da precipitação petista em antecipar desta forma o calendário eleitoral: “Eu tive, mesmo dentro do PT nacional, a oposição de algumas figuras que o nome nem vou citar. Foram as mesmas figuras que na última campanha fizeram alianças espúrias com Beto Richa e José Serra para garantir a eleição de determinadas pessoas. Não jogaram com seriedade conosco”. Afinal, se a lei vigente estabelece prazo entre 10 a 30 de junho para o lançamento de candidaturas e celebração das alianças, por que cargas d’água pretendem decidir isto logo em 15 de janeiro?

  • Isacir Mognon Disse:

    Concordo com as colocações do companheiro Valmor Stédile e faço a seguinte pergunta: Por que temos eleições em dois turnos se querem fazer coligações já? Cuidado minha gente. É preciso que os principais partidos lancem candidatos a prefeito no primeiro turno para valorizar o processo eleitoral, fortalecer a democracia. E quem for para o segundo turno, ai sim terá o apoio dos partidos que se afinaram nos propósitos de interesse da população no primeiro turno, independente de suas posições em relação a Brasília porque em Curitiba teremos disputa mais localizada porque os partidos que devem lançar candidatos são todos da mesma base política. O Gustavo Fruet DEVE e PRECISA ter sabedoria em conduzir os entendimentos pensando nisso e não deixar que pessoas que não tenham a VISÃO ampla induzí-lo a erro.

  • Marcelo (leitor da Rede PDT) Disse:

    Decidir em 15 de janeiro? No mínimo intrigante.

  • Flávio Vilmar Silva MRLB-Ctba. Disse:

    Entendidos no pôker o jogam de duas formas: aberto (onde parte das cartas fica exposta, presumindo certa redução no risco das apostas) ou fechado (onde as cartas ficam viradas, aumentando o risco dos contendores).
    Pelos comentarios de Requião, muito bem resgatados por Valmor, quero crer que se Fruet coligar agora, jogará aberto, obrigando a se exporem os inevitáveis oportunistas de plantão, dispostos a negociatas espurias, visando interesses inconfessáveis, na dita ala “simpática” ao PSDB.
    Se aguardar, jogará fechado, mantendo em suas fileiras infiltrados, verdadeira caixa de pandora.

    Creio ser de bom alvitre Gustavo Fruet seguir a argucia Requianista, olhando argutamente as pesquisas no porvir.
    E concluo isto pela relevância açodada que o PSDB vem dando ao certame, haja vista aposta “por fora” envolvendo interesses, digamos, nacionais.

    A coligação com o Partido dos Trabalhadores nomeará os bois, porém redundará em saraivada de, digamos, represálias, todas temerárias, considerando o looongo tempo até a efetiva eleição. Infelizmente virou mania nacional a campanha antecipada (as vezes pelos marqueteiros), o que de per si beneficia os detentores da máquina, em detrimento das boas práticas éticas e democráticas, viciando e maculando os procedimentos eletivos.

  • José Aparecido Fiori Disse:

    O risco PT, bem trovatto! É uma faca de dois gumes. Nesse caso, penso q as águas passadas moverão moinhos, sim, até pq em política tudo é cíclico, nada se perde, e algo se transforma. Por trás das alianças, é provável q se busquem interesses, além dos eleitorais, os dividendos financeiros. Gleisi é provável candidata à sucessão do Beto Richa (PSDB). Ela tem bom marketing e densidade eleitoral ou financeira (este ítem é importante, pois ela opera com a máquina, a estrutura do petismo…). Osmar Dias (PDT) perdeu a eleição pro Beto. Pode perder de novo em futuro páreo, dentro desta nossa reflexão de q os fatos são cíclicos. O petê tá mais sujo q pau de galinheiro, e arranha a boa imagem do político decente q é Gustavo Fruet, escanteado pelo governador tucano. Por outro lado, surge a candidatura forte, respaldada pelo abominável Requião (PMDB), de Rafael Greca (PMDB), q já foi prefeito de Curitiba, mas tá fora da mídia, ou sua mídia ou marketing é fraquinha. Vai valer, mesmo, a pessoa, o bom caráter de Gustavo. Essa imagem pode fazê-lo lograr êxito. Arriscar é preciso, deixar de arriscar, significa perder-se. E perder-se preconcemente.

  • Wilson Guimaraes Disse:

    Primeiro quando é que poderemos confiar em Requião ? não esqueçamos que nas esperiências passadas êle andava com os pés em duas canoas. Sempre precisaremos perguntar o que êle realmente pretende em suas falas ? Gustavo fruet independentemente dos partidos em que militou, sempre manteve como badeira principal a platica da boa politica, da coerência e da ética, portanto êle é muinto bem vindo ao PDT ” partido que tem história e principios éticos “, com relação aos oportunistas de plantão já se diz que um deles de pai famoso já enbarcou na canoa de vice do atual prefeito, então eu pergunto.Porque não buscarmos um equilibrio de forças ? e inclusive nos fortalecemos nas periferias de Curitiba.

  • Míriam 8 Disse:

    AS OPINIÕES AQUI ESTÃO TÃO BEM EXPOSTAS QUE O MELHOR É ESPERAR PARA VER .

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