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  • 18jan

    AGÊNCIA ESTADO

    Dilma e Lula na campanha

    A participação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas articulações políticas para a realização da reforma ministerial, programada para o início de fevereiro, pode evitar que a presidente Dilma Rousseff entre em atrito com os partidos da base aliada no Congresso Nacional.

    A avaliação é do cientista político e professor do Departamento de Gestão Pública da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Marco Antonio Carvalho Teixeira. Ele considerou bem-vinda ao governo federal a atuação do ex-presidente, em um cenário cuja margem de manobra da presidente ainda é curta.

    “A participação do ex-presidente neste momento é importante, porque, no processo de transição, a equipe ministerial que a presidente herdou teve uma feição muito próxima do governo anterior”, lembrou.

    “A margem de manobra da presidente ainda é curta e ela precisa de alguém com o status do ex-presidente, alguém com trânsito nos partidos da base aliada, para poder evitar qualquer tipo de atrito”, acrescentou.

    O analista político ponderou, contudo, que a participação do ex-presidente deve ser limitada, para que não haja dúvidas sobre quem é o atual titular do Palácio do Planalto.

    Na semana passada, Dilma reuniu-se com Lula, em São Paulo, para ouvir a opinião dele sobre as mudanças que pretende promover na Esplanada dos Ministérios.

    No Hospital Sírio-Libanês, onde é submetido a sessões de radioterapia, no combate a um câncer de laringe, o ex-presidente tem recebido a visita nas últimas semanas de ministros, alguns deles que devem estar envolvidos na reforma ministerial, como o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aloizio Mercadante.

    O cientista político Marco Antonio Teixeira não acredita que o ex-presidente deve indicar nomes, mas ajudar na construção de perfis para os ministérios.

    Teixeira avaliou ainda que a reforma ministerial permitirá que a presidente componha uma equipe ajustada ao seu perfil gerencial. Ele ressaltou, contudo, que as mudanças serão feitas de maneira que não prejudiquem a governabilidade.

    “Ela vai até o limite de que suas escolhas não afetem as relações com a base aliada e não coloquem em risco os interesses do governo federal dentro do Congresso Nacional”.

    Na reforma ministerial, segundo o analista político, a presidente deverá direcionar as suas escolhas para perfis mais técnicos, mas que tenham, na medida do possível, alguma vinculação política dentro de suas respectivas legendas.

    Publicado por jagostinho @ 13:21



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