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  • 29jan

    REVISTA ÉPOCA

    A entrevista:

    O engenheiro Rafael Greca (PMDB) quer retornar à prefeitura de Curitiba. Prefeito da capital paranaense entre os anos de 1993 e 1997, ele corre por fora na atual disputa.

    “Sou o patinho feio da eleição”, diz. Seu currículo, no entanto, é vastíssimo. Greca já foi ministro do Esporte e Turismo do governo Fernando Henrique, deputado federal e estadual.

    Ele se orgulha de ter criado, quando administrou o município, projetos autointitulados pioneiros como um restaurante popular que vendia refeições a um real e as chamadas Ruas da Cidadania, centros que concentram toda gama de serviços e burocracias públicas para a população.

    Agora, o peemedebista diz que pretende dar um horizonte à cidade. “Vou governar para pessoas que têm dois endereços, o residencial e o virtual. Minha ambição é uma cidade em rede”.

     

     – O senhor já foi o deputado mais votado do Paraná, mas não conseguiu se eleger deputado estadual na última eleição. Como espera eleger-se prefeito desta vez?

    As pesquisas mostram que 88% dos curitibanos ainda não decidiram em quem votar. E nenhuma eleição é igual a outra. Na minha última campanha para deputado, quando passava pedindo voto, as pessoas diziam que queriam votar em mim para prefeito.

    – Por que?

    Acredito que seja por causa do meu histórico. Acho que, na memória delas, eu sirvo para prefeito e não para deputado. Quando comandei a cidade, deixei 6.600 obras, construí doze dos vinte parques, os bairros populares de Bairro Novo – Sítio Cercado e Moradia Santa Rita do Tatuquara, entre outras.

    – O que o senhor fez que o deixa mais orgulhoso?

    Tenho orgulho das idéias que implementamos e que se tornaram exemplos nacionais e internacionais.

    Os Faróis do Saber, primeiras bibliotecas do país integradas a lan houses públicas, as Ruas da Cidadania, que depois se tornaram o Poupatempo em São Paulo e o Vapt-Vupt no Ceará, e o primeiro restaurante a um real do país, que depois virou Prato Feito em São Paulo.

    As Vilas de Ofício, moradias populares que reúnem trabalho e residência, valeram para a minha gestão o prêmio “World Habitat Awards” de 1996, da ONU. Fui um prefeito muito feliz.

     – E o que pretende fazer ainda?

    Não posso de adiantar o que estou preparando, mas tenho uma equipe trabalhando com o conceito de ecologia humana. Vou governar para pessoas que têm dois endereços, o residencial e o virtual. Minha ambição é uma cidade em rede.

     – A não-construção do metrô será uma das bandeiras de sua campanha?

    Sim. Com os dois bilhões que a presidente Dilma e os governos estadual e municipal reservaram para fazer 14 km de metrô subterrâneo, eu posso fazer 65 km de metrô aéreo.

    Não acredito que a presidente tenha predileção por esse ou aquele modelo, e sim pelo que é mais eficiente.

     – Outros partidos vão apoiar sua candidatura?

    Por enquanto nenhum, porque sou o patinho feio da eleição. Mas o PMDB tem um bom tempo de televisão, e tenho conversado com o PCdoB e o PV.

    Minha candidatura não nasceu do gabinete, o diretório local me escolheu candidato, e o nacional apoiou a ideia. Isso me surpreendeu, porque eu já estava em outra, trabalhando mais como intelectual, planejador urbano, e tinha esquecido dessa ideia. Mas estou feliz.

     – O senhor não teme o apoio do governador Beto Richa ao atual prefeito, Luciano Ducci?

    Não me importo com isso. A eleição municipal é local, vai tocar no tema do urbanismo e eu sou um servidor dessa causa. A prefeitura para mim não é trampolim político.

     – Como avalia a gestão do atual prefeito?

    A Curitiba modelo não existe mais. Virou uma cidade adoradora de carros. A grande obra demo-tucana, que seria a Linha Verde, se transformou numa obra inacabada.

    Ela era para ter 20 km e custar R$ 160 milhões. Hoje tem 9 km e já está orçada em R$ 380 milhões de reais.

    Então, eles são ruins de serviço, mas muito bons de máquina eleitoral.

    Publicado por jagostinho @ 11:10



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2 Respostas

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  • Miriam 8 Disse:

    NÃO QUEREMOS CURITIBA LEVADA DA GRECA.

  • Cajucy Disse:

    Sem dúvida, Rafael Greca é um dos melhores nomes para a prefeitura de Curitiba nas próximas eleições. É competente, tem disposição para trabalhar, entende do riscado e já provou que faz.

    Tem currículo e não tem papas na língua. O único problema é ter que carregar Requião e a parentada a tiracolo.

    Analisando os demais, Gustavo Fruet, que seria uma renovação para a cidade, bandeou-se para o populismo, perdeu o brilho e deixa de ser um diferencial para ser mais, do mesmo, tendo como vice, Vanhoni que já foi rejeitado pelo voto dos curitibanos.

    Portanto, deixou de ser novidade. Tinha currículo e prestigio no passado. Chutou o balde e se abraçou ao trem do oportunismo.

    Luciano Ducci está na dele. Cumprindo a que se propôs, tem o apoio do governador Beto Richa e segue em frente. Se tudo continuar na normalidade e o governador se empenhar em sua campanha, se reelege. Salvo, algum fato novo que pese negativamente.

    Ratinho Jr. é uma renovação política paranaense, sem dúvida. Jovem, dinâmico, competente e tem muito a oferecer aos paranaenses, se seguir essa linhagem. Já mostrou que está preparado para os embates políticos.

    O que quer dizer que a população pode sim, lhe dar um voto de confiança e coloca-lo no comando da Prefeitura de Curitiba. Mas, vale ressaltar que o seu currículo, obviamente, perde para Rafael Greca que já foi prefeito, conhece os problemas da cidade e muito contribuiu no que hoje facilita a vida dos curitibanos, quer seja no lazer ou em atividades diárias – como o artigo acima especificou.

    Lamentavelmente, Greca caiu no ostracismo e foi rejeitado pela população paranaense em eleições anteriores, principalmente depois de ser submisso ao então governador Roberto Requião e sua tropa, que o fez de capacho e não lhe deram o devido valor.

    Greca é inteligente, culto, competente, tem enorme folha de serviços prestados aos curitibanos, é sociável, simpático e irônico, quando necessário.

    Precisa se redimir junto à sociedade curitibana, conversar olho no olho, abrir o coração e o leque de opções de melhorias para Curitiba caso seja eleito e, dessa forma, quem sabe, com muita sinceridade, reconquistar o voto dos curitibanos nas urnas em outubro próximo.

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