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  • 23jul

    JORNALE
    Valores depositados ilegalmente somam um terço do PIB do País


    Os super-ricos brasileiros detêm o equivalente a um terço do Produto Interno Bruto, a soma de todas as riquezas produzidas do país em um ano, em contas em paraísos fiscais, livres de tributação.

    Trata-se da quarta maior quantia do mundo depositada nestas modalidade de conta bancária.

    Documento  encomendado pela Tax Justice Network, mostra que os super-ricos brasileiros somaram até 2010 cerca de US$ 520 bilhões em paraísos fiscais

    A revelação foi feita neste domingo (22) por um estudo inédito, que pela primeira vez chegou a valores depositados nas chamadas contas offshore, sobre as quais as autoridades tributárias dos países não têm como cobrar impostos.

    O documento The Price of Offshore Revisited, escrito por James Henry, ex-economista-chefe da consultoria McKinsey, e encomendado pela Tax Justice Network, mostra que os super-ricos brasileiros somaram até 2010 cerca de US$ 520 bilhões em paraísos fiscais. 

    O estudo cruzou dados do Banco de Compensações Internacionais, do Fundo Monetário Internacional, do Banco Mundial e de governos nacionais para chegar a valores considerados pelo autor conservadores.

    Em 2010, o Produto Interno Bruto Brasileiro somou cerca de R$ 3,6 trilhões.

    O relatório destaca o impacto sobre as economias dos 139 países mais desenvolvidos da movimentação de dinheiro enviado a paraísos fiscais.

    Henry estima que desde os anos 1970 até 2010, os cidadãos mais ricos desses 139 países aumentaram de US$ $7,3 trilhões para US$ 9,3 trilhões a “riqueza offshore não registrada” para fins de tributação.

    A riqueza privada offshore representa “um enorme buraco negro na economia mundial”, disse o autor do estudo.

    Na América Latina, chama a atenção o fato de, além do Brasil, países como México, Argentina e Venezuela aparecerem entre os 20 que mais enviaram recusos a paraísos fiscais.

    John Christensen, diretor da Tax Justice Network, organização que combate os paraísos fiscais e que encomendou o estudo, afirmou à BBC Brasil que países exportadores de riquezas minerais seguem um padrão.

    Segundo ele, elites locais vêm sendo abordadas há décadas por bancos, principalmente norte-americanos, para enviarem seus recursos ao exterior.

    “Instituições como Bank of America, Goldman Sachs, JP Morgan e Citibank vêm ofrecendo este serviço. Como o governo americano não compartilha informações tributárias, fica muito difícil para estes países chegar aos donos destas contas e taxar os recuros”, afirma.

    “Isso aumentou muito nos anos 70, durante as ditaduras”, observa.

     

    Publicado por jagostinho @ 16:55



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