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  • 04ago

    GAZETA DO POVO

    O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, pediu a condenação de 36 réus do mensalão

    O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, defendeu nesta sexta-feira (3) a prisão imediata dos réus que forem condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no julgamento do mensalão. Ele pediu a condenação de 36 réus.

    “A Procuradoria-Geral da República requer desde já a expedição de mandados de prisão imediatamente após a sentença”, disse Gurgel.

    O pedido visa evitar que embargos de declaração atrasem o cumprimento da pena. Ele destacou que não cabe recurso do mérito da decisão que vier a ser tomada pelo STF.

    Gurgel afirmou ter obtido “todas as provas possíveis” e destacou que o escândalo aconteceu entre quatro paredes dentro do Palácio do Planalto, fazendo referência ao ex-ministro José Dirceu.

    “O Ministério Público só não conseguiu provas impossíveis”. Afirmou ainda que “jamais um delito foi tão fartamente comprovado” e que o julgamento é “histórico”.

    O procurado aproveitou ainda para dizer que foi vítima de ataques “grosseiros e mentirosos” desde que apresentou as alegações finais ao processo mantendo as acusações contra quase a totalidade dos réus.

    “Foi tudo para constranger e intimidar procurador”. Afirmou que este comportamento é “inaceitável” e “inútil”. “Não nos intimidaremos jamais”.

    Ele encerrou a sustentação oral com uma citação ao compositor Chico Buarque, notório simpatizante do ex-presidente Lula. “Dormia a nossa pátria mãe tão distraída, sem perceber que era subtraída em tenebrosas transações”.

    Julgamento

    O segundo dia de julgamento do mensalão (Ação Penal 470) no Supremo Tribunal Federal (STF)iniciou por volta das 14h25 e foi encerrado por volta das 19h40.

    O caso é considerado um dos maiores esquemas de desvio de dinheiro público da história do Brasil. O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, falou por cerca de cinco horas, período no qual fez a sustentação oral da acusação dos réus do mensalão.

    Gurgel diz que Dirceu era “líder do grupo”

    O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, afirmou durante sessão no Supremo Tribunal Federal na tarde desta sexta-feira (3) que o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu era o “líder do grupo” que comandava a compra de votos no Congresso, esquema batizado de mensalão.

    O procurador-geral destacou também a atuação de Delúbio Soares, ex-tesoureiro do PT no caso do mensalão, que, além de participar da distribuição de recursos, ele também se beneficiou do esquema.

    Segundo Gurgel, Delúbio teria recebido R$ 500 mil. 

    Gurgel também mencionou a participação do publicitário Marcos Valério como o “principal operador” do esquema do mensalão. Segundo Gurgel, Valério era “homem da mais absoluta confiança” do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu. 

    Em relação ao deputado Valdemar Costa Neto (PR-SP), segundo o procurador-geral, ele teria recebido R$ 8,8 milhões do esquema em nome do PL, partido antecessor ao atual PR.

    Valdemar era presidente do partido à época, agora é secretário-geral do PR. 

    Sobre os partidos políticos supostamente beneficiados pelo esquema, Gurgel disse que o mensalão pago a integrantes da cúpula do PTB chegou a ser transportado em carros-fortes. 

    Desvios

    Segundo a denúncia da Procuradoria, o mensalão envolveu desvios de recursos públicos, durante o primeiro mandato do ex-presidente Lula, para a compra de apoio de deputados no Congresso.

    O escândalo estourou em 2005. Agora, sete anos depois, a expectativa é de que o julgamento termine até o fim de setembro, vésperas das eleições municipais.

    A partir da próxima semana, cada um dos advogados de defesa dos réus deve fazer suas sustentações orais em plenário.

    Depois, os 11 ministros do STF vão dar seus votos – ou seja, anunciam se condenam ou absolvem os acusados.

    Publicado por jagostinho @ 09:27



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Uma resposta

WP_Cloudy
  • Jorge Disse:

    Creio que os advogados de defesa dos réus devem estar muito felizes com o pífio desempenho do Procurador Geral.

    Nada de provas, nada de consistente, nada de evidências demonstradas. Só lero-lero.

    O resultado final será um festival de absolvições.

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