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  • 06ago

    FOLHA.COM

                                                                                                                            

    Roberto Jefferson voltou a atacar o ex-ministro José Dirceu, com quem divide o banco dos réus no julgamento do mensalão e isentou novamente o ex-presidente Lula de qualquer participação no esquema, na manhã deste domingo (5).

    “Reitero o que eu falei. A minha luta era com o Zé Dirceu, ele me derrubou, mas eu salvei o Brasil dele. Caímos os dois.”

    Jefferson afirmou não poder avaliar as provas contra o ex-ministro José Dirceu, mas disse não ter “nenhum ódio ou ressentimento contra ele”.

    “A minha luta contra ele eu já exauri. A luta agora é de vocês [imprensa], da opinião pública, dos ministros daquela corte.”

    O presidente nacional do PTB falou com a imprensa ao deixar o hospital Samaritano, no Rio, após retirar um tumor maligno do pâncreas e passar mais de uma semana internado.

    Caminhando e falando com certa dificuldade, ele disse que se sentia “muito bem” e demonstrou otimismo ao falar sobre sua saúde.

    “Recebi [o diagnóstico de câncer] com serenidade. Eu sou um guerreiro, já peitei o PT sozinho, o que eu não vou fazer com um câncerzinho de pâncreas? Dou de pau nele.”

    Réu no processo do mensalão, o ex-deputado teve a doença diagnosticada às vésperas do início do julgamento no STF (Supremo Tribunal Federal) e chegou a atribuir o surgimento dela à pressão que diz receber desde que delatou o esquema, em entrevista à Folha em 2005.

    Roberto Jefferson responde pelas supostas práticas de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

    Ele admite ter recebido R$ 4 milhões do valerioduto, mas diz que o dinheiro foi repassado pelo PT para saldar dívidas eleitorais do PTB.

    MINISTROS

    Sobre as discussões entre os ministros do STF nos primeiros dias, o presidente nacional do PTB disse que “eles são seres humanos como nós e, às vezes, os defeitos se avultam. Como aquela casa está sob total controle da mídia hoje, os defeitos estão ficando exponenciais, e as virtudes também.”

    Ele afirmou que vinha acompanhando o julgamento na TV de seu quarto e o classificou como “o maior momento de afirmação da democracia no Brasil”.

    Jefferson elogiou a atuação do procurador-geral, Roberto Gurgel.

    “O procurador foi muito eficaz, ele fez uma bela peça de acusação. Apesar de a prova ser frágil em muitos momentos, ele tem razão em muitas coisas que eu ouvi durante seu relatório de cinco horas. Falou a acusação, agora, nesta festa democrática que estamos vivendo, falará a defesa a partir de segunda-feira.”



    Publicado por jagostinho @ 11:17



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