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  • 24ago

    EFE

    O Paraguai quer usar mais a energia das duas barragens compartilhadas com Argentina e Brasil, mas não forçará uma renegociação dos acordos assinados, disse nesta quinta-feira o chanceler paraguaio, José Félix Fernández Estigarribia, suavizando a advertência dada pelo presidente dias atrás.

    O mandatário, Federico Franco, declarou no início de agosto que não estava disposto a seguir cedendo energia barata a seus vizinhos, o que provocou alarme na região.

    O Paraguai é sócio do Brasil na usina de Itaipu, que abastece parte do território brasileiro, e da Argentina na usina de Yacyretá, mas cede a maior parte da energia a que tem direito em troca de uma compensação econômica contemplada em acordos bilaterais.

    “Nós sustentamos somente que a posição do governo é criar todas as condições possíveis para a utilização da energia no Paraguai considerando que o preço que nos pagam não é o preço do mercado internacional. É somente isso”, acrescentou, quando consultado sobre uma possível reclamação sobre os preços.

    Joel Silva/Folhapress
    Vista da usina hidrelétrica de Itaipu em Foz do Iguaçu, no Paraná
    Vista da usina hidrelétrica de Itaipu em Foz do Iguaçu, no Paraná

     

    O Brasil aceitou triplicar as compensações que o Paraguai recebe pela energia de Itaipu em 2009 em virtude de um acordo entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Lugo.

    O montante, elevado para 360 milhões de dólares anuais, é vital para as finanças estatais na pequena economia local. Mas a relação entre ambos os países mudou depois da destituição de Lugo no processo político de junho.

    A presidente Dilma Rousseff convocou para consultas o embaixador brasileiro, e tanto o Mercosul como a Unasul suspenderam o Paraguai por considerar que aconteceu no país uma ruptura da ordem democrática.

    Estigarribia garantiu que o Paraguai não tem a intenção de retaliar nem deixar que as diferenças políticas afetem as relações no âmbito energético.

    “Tanto em Itaipu como em Yacyretá temos uma relação normal e faremos o possível para que se desenvolva desta maneira”, disse o ministro.

    “Nós não queremos que nesses temas se introduza a política. Não vamos colocar nenhum tipo de travas, nem faremos represálias por decisões que consideramos equivocadas, injustas e ilegais”, acrescentou.

    Publicado por jagostinho @ 16:33



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