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  • 30set

    GAZETA DO POVO

    Mais dois dias de programa eleitoral no rádio e na televisão, dois debates na televisão, quatro dias para o fim da campanha de rua, comício e carros de som rodando pelos bairros.

    Esse é o tempo que os candidatos a prefeito e vereador de Curitiba têm para conquistar os indecisos, ou mesmo mudar a tendência de voto dos eleitores.

    Nas eleições para prefeito, se a votação estivesse marcada para hoje, Ratinho Júnior (PSC) e Luciano Ducci (PSB) provavelmente continuariam na disputa de segundo turno.

    Mas até o próximo domingo todos terão de tomar um fôlego final para a corrida eleitoral, na tentativa de manter ou mudar a tendência de voto.

    É nessa última semana que os eleitores indecisos, principalmente aqueles que estavam desinteressados do movimento das campanhas, precisarão começar a se preocupar com o assunto para decidir em quem votar.

    O horário eleitoral no rádio e televisão, as notícias de jornais, a movimentação das campanhas nas ruas e as conversa com parentes e amigos devem ser as fontes de informação mais importantes para essa decisão.

    “Para esse eleitor pouco mobilizado, as informações boca a boca sobre os concorrentes, a presença desses candidatos no bairro, apertando as mãos, é importante”, diz a cientista política Luciana Veiga, da Universidade Federal do Paraná.

    O presidente da Associação Brasileira de Consultores Políticos, Carlos Manhanelli, afirma que é importante ir às ruas e mostrar volume de campanha.

    Segundo ele, uma significativa parcela do eleitorado escolhe o candidato por esse motivo. “Muitas pessoas ainda tendem a se impressionar com o volume da campanha nas ruas”, explica.

    “Também é imprescindível realizar uma pesquisa qualitativa, que aponte os motivos de os indecisos ainda estarem indecisos.”

    Luciana Veiga acredita que, tão ou mais importante que tentar conquistar os indecisos é buscar atrair os que não estão muito confiantes na sua decisão.

    Na rodada anterior do Datafolha, de 10 e 11 de setembro, 30% dos que citaram um candidato disseram que poderiam mudar o voto. É o chamado voto flutuante.

    “Esse eleitor está quase decidido. Está esperando para ver se nada de ruim aparecerá sobre seu candidato e se tudo se mantiver como está, ele confirma o voto”, diz Veiga.

    A estratégia de ataque entre os adversários, entretanto, não é aconselhável, diz Luciana.

    “As denúncias, se vierem, terão de ser muito bem fundamentadas porque se fizerem a pessoa a pensar que não é muito verossímil, pode haver um efeito bumerangue, ou seja, se voltar contra quem atacou.”

    Geralmente, os coordenadores de campanha preferem que o candidato apareça apresentando propostas e se despedindo, evitando ataques. “É a hora de ficar doce, mostrar confiança”, diz.

    Por outro lado, Manhanelli avalia que essa é a hora de ir partir para o ataque, ir para o tudo ou nada.

    “Comparo a eleição a uma luta de boxe. Esse é o último round, no qual um lutador aguarda para ganhar por pontos e o restante tem de tentar o nocaute. É preciso abrir a guarda e tentar o golpe de misericórdia”, diz.

    O consultor político cita a última eleição presidencial como exemplo bem-sucedido dessa estratégia, quando José Serra usou os temas aborto e religião contra Dilma Rousseff (PT) e conseguiu forçar o segundo turno.

    Os dois debates que ocorrem nesta semana também podem ser palco de ataques. Na segunda-feira, a RIC TV faz a transmissão a partir das 23h15. Na quinta-feira, o debate na RPCTV começa às 23 horas.



    Publicado por jagostinho @ 13:06



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