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  • 16mar

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    “A alta repentina nos preços impacta negativamente nos destinos turísticos, como Foz do Iguaçu, por exemplo”, lembra João Arruda

    “A alta repentina nos preços impacta negativamente nos destinos turísticos, como Foz do Iguaçu, por exemplo”, lembra João Arruda

    As ações do deputado federal João Arruda (PMDB-PR), frente aos constantes aumentos das tarifas aéreas, começam a surtir efeito.

    Na última quinta-feira, 16, a Embratur adiantou que está propondo um teto às tarifas aéreas, para evitar os aumentos no país.

    O tema também será discutido em audiência pública, ainda neste semestre, na Comissão de Turismo e Deporto (CTD) da Câmara dos Deputados.

    Para João Arruda, a iniciativa da Embratur é o primeiro passo para regulamentar o valor das passagens aéreas no país.

    “É necessário encontrar um equilíbrio de forma a não prejudicar mais os consumidores. A alta repentina nos preços impacta negativamente nos destinos turísticos, como Foz do Iguaçu, por exemplo”, frisou.

    A medida da Embratur intenta impedir que as companhias aéreas elevem exageradamente os preços dos bilhetes, principalmente em épocas de maior demanda, como período de férias ou feriados prolongados.

    A diferença de valores nas passagens aéreas, em mesmos horários e voos, ganhou destaque em reportagem da Gazeta do Povo nesta sexta-feira (15).

    Parâmetro

    A Embratur pretende estabelecer às companhias áreas um parâmetro semelhante ao que ocorre com o transporte rodoviário.

    Hoje, por exemplo, uma passagem de Curitiba a São Paulo custa R$ 79,00, mesmo valor cobrado pelas duas empresas que operam o trecho em diferentes horários ou época do ano.

    O mesmo não ocorre com o avião. Todos os dias, às 13h13, o voo Azul 4252 decola do Aeroporto Afonso Pena, em São José dos Pinhais, para Viracopos, em Campinas.

    Se estiver lotado, nele estarão 100 passageiros que, provavelmente, não pagaram o mesmo valor para estar ali.

    Empecilho

    O presidente da Embratur, Flávio Dino, admitiu as cobranças levadas ao Congresso Nacional pelo deputado João Arruda.

    As passagens estão sendo elevadas gradualmente, o que pode se tornar um empecilho para a circulação de brasileiros e estrangeiros nos próximos meses, principalmente durante a realização dos grandes eventos e vésperas de feriados.

    Em 2012, a Gazeta constatou que os bilhetes para uma mesma data e trecho tinham diferenças de até 260%.

    “Isso não pode acontecer, principalmente num país que quer aumentar o fluxo de turistas”, admitiu Flávio Dino.

    E completou: “A liberdade tarifária só é benéfica quando há um grande número de empresas concorrentes, o que não é o caso no Brasil”, diz o presidente.

    Segundo o IBGE, em novembro e dezembro de 2012, houve aumento nas passagens de 11,8% e 17,12%, respectivamente, totalizando 30,94% em dois meses.

    Panorama

    Os aumentos abusivos no valor dos bilhetes aéreos, lembra João Arruda, tiveram início após a compra da Webjet pela Gol, encerrando as promoções das passagens e reduzindo ainda mais a concorrência entre as empresas.

    Este fato motivou o deputado apresentar requerimento já aprovado CTD, convocando uma audiência pública.

    A ideia partiu de autoridades e empresários de Foz do Iguaçu, ligados ao trade turístico.

    O ex-secretário de Turismo de Foz do Iguaçu, Felipe Gonzalez, promoveu um estudo no Aeroporto Internacional e constatou que a alta no preço foi decisiva para reduzir de 30 para 20 o total de voos diários que chegam à cidade.

    Publicado por jagostinho @ 14:51



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