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  • 18abr

    CLAUDIOHUMBERTO.COM.BR

    *Por Pedro Luiz Rodrigues

    Uns e outros, umas e outras, tendo tido notícia dos vínculos da amizade – respeitosa e distante – que mantenho com o Ministrojoaquim_barbosa Joaquim Barbosa, hoje no exercício da Presidência do Supremo Tribunal Federal (STF), pedem-me que não deixe de lhe transmitir, o quanto antes, e com a efusividade possível, o grau de admiração que por ele nutrem, por ter a coragem de dizer o que todos nós, cidadãos e contribuintes, temos entalados no pensamento ou na garganta, atônitos diante de tanta coisa errada e de tanto malfeito neste nosso querido Brasil.

    Pedem-me, também, certamente cheios de querer bem, para transmitir ao Ministro Joaquim o estímulo para que continue a se indignar e a dizer o que diz, com ênfase e clareza, quando diante de maquinações maléficas dos graúdos. Mas sugerem também ao Ministro que ao combater o mal, faça-o de maneira menos agressiva. 

    Segundo esses e essas,  o Ministro estaria acertando no conteúdo, mas extrapolando na forma. A esses amigos e amigos, recordo o ditado latino pelo qual se guiava o ex-Ministro da Economia, Marcílio Marques Moreira, com quem tive o prazer de trabalhar em Washington e em Brasília: “suaviter im modo, fortiter in re”, algo como “suave na forma, forte no conteúdo”.

    Mas acontece que o Ministro Marcílio é o Ministro Marcílio, e o Ministro Joaquim é o Ministro Joaquim.

    Não quero gerar confusão com este parágrafo enorme que abre meu artigo de hoje. Simplesmente quero dizer que cada um tem sua história, e cada um se expressa conforme seu enredo.

    Meu estilo pessoal é mais parecido com o do Marcílio, tanto assim que em mais de uma ocasião tomei de empréstimo seu bordão latino. Mas compreendo perfeitamente o Ministro Joaquim.

    Se de vez  em quando ele extrapola e se expressa com bronca pura, é porque sabe que em alguns casos os recatos da diplomacia são insuficientes para manifestar a indignação. É preciso, vez por outra, chutar o pau da barraca.

    Não estarão as pessoas de bem, a vasta maioria dos quase duzentos milhões de brasileiros e brasileiras, prestando especial atenção ao Ministro em parte porque, diante do mal-feito, ele se manifesta como nós todos gostaríamos de nos manifestar?

    A quem não o conhece de perto, asseguro que o Ministro Joaquim Barbosa é uma pessoa ótima, normal como nós todos, mas, advirto, tem estopim curto.

    A dor nas costas, ajuda a acentuar esse traço do temperamento. Mas quando sente que de fato ultrapassou os limites, como ocorreu recentemente em relação ao um repórter do Estadão, ele se penitencia, pede desculpas.

    Não é à toa que quando o Ministro Joaquim circula por Brasília ou por qualquer outro canto do Brasil, as pessoas se acotovelem para chegar perto dele, para trocar uma palavrinha.

    Outro dia foi tanto o entusiasmo e o bem-querer que os que o acompanhavam para uma Aula Magna na UnB chegaram a temer pela integridade física do nosso Presidente do STF.

    Mas qual o quê! Saiu-se muito bem, falou com muitos, fez um excelente discurso e foi muitíssimo ovacionado.

    Queria fazer um comentário sobre sua recente entrevista no Canal Brasil. Não são só os  muitos milhões de brasileiros de ascendência africana que o admiram, são os muitos milhões de brasileiros, de todas as raças, credos e religiões, que se associam com modo direto do Ministro Joaquim  na  procura de um Brasil não apenas mais justo, mas mais sério e melhor.

    * PEDRO LUIZ RODRIGUES – JORNALISTA E DIPLOMATA

    Publicado por jagostinho @ 13:22



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