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  • 25abr

    AFP

    HA presidente Dilma Rousseff será recebida pela argentina Cristina Kirchner nesta quinta-feira, em um encontro destinado a fortalecer a aliança estratégica bilateral e discutir controvérsias econômicas em função da integração regional.

    “Temos uma agenda muito ampla com a Argentina. Sempre discutimos todas as relações, as comerciais, os investimentos (…) Vamos discutir todos os assuntos”, declarou Dilma antes de viajar.

    As presidentes “vão se reunir a partir das 12h30 (mesmo horário em Brasília) na Casa Rosada e ministros de cada área do tema que for analisado vão entrando na reunião”, disse à AFP uma fonte do governo argentino, que pediu para não ser identificado.

    A cúpula terminará com “um jantar de boas-vindas e um brinde na noite de quinta-feira no Museu do Bicentenário”, que fica atrás da sede do governo, acrescentou a fonte.

    Exportações

    Um amplo leque de temas pendentes inclui, do lado brasileiro, a preocupação com a queda das exportações para a Argentina.

    Os argentinos, em compensação, preocupam-se com a decisão da brasileira Vale de suspender um projeto em Mendonza (oeste) e com o desequilíbrio no comércio de autopeças, revelam fontes diplomáticas.

    A cúpula de Buenos Aires acontece logo após a eleição do magnata do Partido Colorado Horacio Cartes como presidente do Paraguai, o que deve permitir que o país volte para um enfraquecido Mercosul.

    O Paraguai foi excluído do bloco e da Unasul por causa da polêmica destituição do presidente Fernando Lugo, em junho passado.

    A Venezuela também renovou sua liderança ao eleger Nicolás Maduro para o lugar deixado por Hugo Chávez.

    A morte de Chávez causou a suspensão deste encontro Kirchner-Rousseff, previsto para 7 de março passado, na localidade turística de El Calafate (sul argentino).

    Em termos comerciais, as exportações globais argentinas “acumulam no primeiro trimestre do ano um crescimento de 7% interanual, que se explica pelos maiores envios ao Brasil”, segundo um relatório da consultoria privada Abeceb.com, ao qual a AFP teve acesso.

    Mas o comércio de autopeças entre os países é deficitário para a Argentina, com um desequilíbrio de 8 bilhões de dólares anuais, segundo dados do Ministério argentino da Indústria, quando se aproxima o vencimento, na metade do ano, do PAC (Pacto Automotivo Comum).

    A liberação do comércio automotivo, caso o PAC caduque, não é uma alternativa bem vista pela Argentina e se espera uma negociação ou uma extensão automática do acordo por outros dois anos, segundo fontes industriais argentinas.

    Retrocesso

    Do lado brasileiro, a Argentina é seu terceiro sócio comercial depois de China e Estados Unidos, mas o comércio bilateral retrocedeu no ano passado, um fenômeno atribuído por exportadores brasileiros às barreiras e requisitos impostos por Kirchner.
    O Brasil vendeu à Argentina US$ 17,998 bilhões , um retrocesso de 20,7% frente aos US$ 22,709 bilhões de 2011, ao mesmo tempo em que suas importações se contraíram 2,7% e somaram US$ 16,444 bilhões em 2012, segundo dados oficiais brasileiros.

    O déficit comercial argentino, que em 2011 foi de US$ 5,802 bilhões, caiu para 1,554 bilhão de dólares no ano passado.

    O ministro brasileiro da Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, assegurou que o governo está disposto a sacrificar um superávit elevado com a Argentina, em troca de um aumento do fluxo comercial.

    Outra questão sensível que estará sobre a mesa de negociações é a decisão da Vale de abandonar um megaprojeto de fabricação e transporte de potássio, um insumo para a indústria de agroquímicos.

    O argumento da empresa é que o custo do investimento aumentou de 6 a 12 bilhões de dólares, segundo um assessor da Vale, em uma audiência no Congresso argentino em 9 de abril passado.

    Um gesto apreciado por Buenos Aires antes da viagem de Dilma foi um esclarecimento da Embraer de que o Estado argentino não está envolvido nos pagamentos de suborno na compra de aviões pela reestatizada Austral.

    Publicado por jagostinho @ 09:13



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