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  • 06jul

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    José Genoíno, então presidente nacional do PT, estava em Porto Alegre, em Janeiro de 2003. Era o início do primeiro mandato de Lula. Nem se imaginava que depois viria o mensalão, mas sobrou para Genoíno a tortada na cara.

    Em tempo de protestos, nunca é demais rever a cena.

    Relembre:

    Foi assim noticiado na época:

    “Deu bolo. Como protesto pela ida do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Davos (Suíça), uma manifestante de um movimento que se autodenomina Confeiteiros sem Fronteiras jogou uma torta de morango com chantilly no rosto do presidente nacional do PT, José Genoino.

    A manifestante estava acompanhada de dois jovens, um deles com uma câmera digital para registrar a ação. Quando Genoino respondia sobre a forma como o PT quer interferir no debate internacional, ela abaixou-se e tirou a torta de uma bolsa.

    Rapidamente, levantou-se e foi em direção a Genoino, que estava de terno, sentado. Lançou a torta no rosto do petista e disse: “Lula não representa a gente em Davos. As pessoas das ONGs, nas ruas, representam”.

    “Calma, pessoal”, foi a reação imediata de Genoino, com a face inteiramente coberta pelo chantilly. A jovem, de óculos e cabelos curtos, aparentando entre 25 e 30 anos e portadora de uma credencial de “imprensa alternativa”, desceu correndo quatro andares pela escada e tomou um táxi na porta do hotel, recusando-se a se identificar para os jornalistas.

    Havia 37 pessoas na sala do quarto andar do Hotel Sheraton, em Porto Alegre. A manifestante estava sentada na segunda fila de cadeiras, a cerca de três metros da mesa em que estavam Genoino e os secretários municipais de Porto Alegre Gerson Almeida (Governo) e Adeli Sell (Produção Industrial e Comércio).

    O presidente do PT havia acabado de participar de debate no estádio do Gigantinho, onde acompanhou por meio de telões o discurso de Lula no Fórum Econômico Mundial.

    Convocou a entrevista coletiva para comentar a proposta levada pelo petista a Davos. Havia falado por cerca de 30 minutos. Às 13h40, recebeu a torta de morango no rosto.

    Na sala, antes da fuga, os manifestante deixaram uma nota: “Repudiamos a confusão promovida pelo Partido dos Trabalhadores, que quer fazer crer que o nosso movimento, o movimento dos movimentos, pode ser representado ou encarnado em algum tipo de governo. Nós, confeiteiros, viemos a público dizer que a onda que levou à eleição do PT não é, de forma nenhuma, a mesma da ascensão do movimento contra a globalização capitalista”.

    O texto se refere à afirmação de Lula de que levaria a mensagem de Porto Alegre a Davos. “Nosso movimento não tem líderes ou representantes. Ninguém pode falar em nosso nome. Se alguém em Davos “representa” o movimento, somos sós mesmos, os milhares que ocupamos as ruas de Genebra em protesto contra a reunião de banqueiros, empresários e governantes, que o PT legitimou.”

    A nota critica o partido e afirma que Genoino foi saudado “no espírito de Larry, Curly e Moe”, personagens da série de televisão norte-americana “Os Três Patetas”, criada há 75 anos.

    “A esperança de mudança que trazemos não pode uma vez mais ser cooptada e frustrada por políticos e partidos políticos que querem se promover às nossas custas. Desta vez, vamos fazer as coisas de maneira diferente. “Que se vayan todos!” Um mundo sem líderes é possível”, conclui a nota.

    A frase em espanhol, que quer dizer algo como “que partam todos”, foi o lema das manifestações públicas na crise política argentina de 2001 e 2002.

    Após tirar o paletó e ter limpado o rosto, com a ajuda da mulher, Rioco Kayano, Genoino prosseguiu a entrevista.

    “Um aventureirismo. Felizmente o PT não tem nada a ver com essas manifestações de anarquia, inconsequência. Esse tipo de coisa prepara as condições para a vitória que eles estão contestando. Sinto-me honrado por ter sido agredido por defender a presença de Lula em Davos”, rebateu.

    No Fórum Social de 2001, manifestantes do movimento Grupo de Resistência Global jogaram duas tortas de chocolate no rosto da então ministra da Juventude da França, Marie Buffet “. FOLHA DE SÃO PAULO

    Publicado por jagostinho @ 11:45



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