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  • 19jul

    TORTA NA NOSSA CARA

    DANTE MENDONÇA/PARANÁ ONLINE

    Curitiba precisa pedir desculpas ao senhor Luiz Filla, o técnico da URBS que levou a torta na cara.

    A torta não acertou em cheio apenas um dos melhores técnicos do país na área do transporte coletivo, atingiu também todos os funcionários da prefeitura que ajudaram a fazer desta cidade um modelo de planejamento urbano.

    Um modelo já um tanto esgarçado, mas sempre um modelo.

    Aquela torta acertou a nossa cara. Entre elas a cara da engenheira Francisca Maria Garfunkel Rischbieter (1929-1989), funcionária da prefeitura que sabia reconhecer os méritos de seus colegas de trabalho, conforme declarou para a “Memória da Curitiba Urbana”, coleção com depoimentos dos bravos técnicos que trataram com açúcar e com afeto a autoestima dessa cidade.

    “A prefeitura funcionava como uma máquina azeitadíssima e o prefeito nem precisava tomar conhecimento do dia-a-dia”, dizia Franchete, assim chamada pelos amigos.

    “Esta máquina no ponto nem era mérito nosso, mas já do tempo do Ivo Arzua Pereira. Toda essa máquina começou a ser montada em 1964 e não com funcionários iniciantes, apenas”.

    Nicolau Kluppel, o Nicolago, também levou a torta na cara. Engenheiro da prefeitura, foi ele que criou o Parque Barigui.

    Onde havia um fundo de vale, algum problema com água, lá estava o Nicolau. O parque São Lourenço, por exemplo, só aconteceu porque houve uma enxurrada e com a enchente a área alagou.

    Foi tudo, com a correnteza. Menos o Nicolago, que lá estava para domar as águas e fazer da antiga fábrica de cola a sede do Parque São Lourenço.

    A jornalista Maria do Carmo Batiston não é funcionária da prefeitura, no entanto sentiu como poucos o impacto daquela torta.

    Assessora de imprensa da URBS, por muitos anos cobrindo a prefeitura de Curitiba para diversos meios de comunicação, a respeitada e estimada profissional ficou profundamente indignada:

    “Não é só porque Luiz Filla é um dos melhores técnicos do país na área do transporte coletivo; não é só porque vem gente do mundo todo conhecer o trabalho dele aqui”.

    “É porque ele é um cidadão. Ele está sempre pronto a responder a qualquer questionamento com a mesma calma e tranquilidade e estava fazendo exatamente isso na Câmara, explicando para quem quisesse ouvir, respondendo com tranquilidade e clareza a quem quisesse perguntar.”

    “Mas para quem acha que democracia é impor sua vontade, vale qualquer coisa pelo holofote fácil, pela inversão da pauta, pelo tumulto que só prejudica o movimento, a mobilização de quem realmente quer um país melhor. Não, de fato, nunca foi por 20 centavos!”.

    Curitiba precisa pedir desculpas ao senhor Luiz Filla.

    E não só pela torta na nossa cara. Desculpas também pela péssima pontaria da militante.

    Desinformada, devia ser mais bem orientada, para saber que o buraco não é mais embaixo.

    É bem mais em cima.

     

    Publicado por jagostinho @ 11:46



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