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  • 24jul

    G1 – PR

    Luigino Fiocco foi condenado por fraudes em propostas semelhantes a que apresentou no Paraná. (Foto: Ricardo Almeida/AEN)

    Luigino Fiocco foi condenado por fraudes em propostas semelhantes a que apresentou no Paraná (Foto: Ricardo Almeida/AEN)

     

    O vereador Carlos Mariucci (PT) protocolou, na segunda-feira (22), um requerimento em que solicita à Prefeitura de Maringá, no norte do Paraná, esclarecimentos sobre a atuação da empresa suíça Avio International.

    A empresa anunciou, na quarta-feira (17), a instalação uma fábrica de helicópteros e aviões no município.

    De acordo com o parlamentar, o presidente da empresa, Luigino Fiocco, é condenado por fraudes com propostas semelhantes na província de Villacidro, na Itália, e pode ter aplicado um golpe no governador Beto Richa (PSDB) e no prefeito de Maringá, Carlos Roberto Pupin (PP).

    “Estive em Curitiba no último fim de semana e só se fala que o governador e o prefeito de Maringá estão entrando em um golpe, em uma ‘barca furada’. Fomos atrás de pesquisar e encontramos diversas condenações na Itália pelas mesmas ações propostas por aqui. Esse senhor nunca produziu um avião.  Estamos com receio de que caímos em um ‘conto-do-vigário’”, afirma Mariucci.

    Jornais regionais da ilha de Sardenha de fato relatam que a Aviotech, empresa de Fiocco instalada na província de Villacidro em 1999, faliu sob fortes indícios de fraude, evasão fiscal e outros crimes.
    O empresário foi condenado pela Justiça italiana a seis anos de prisão por falência fraudulenta – outros crimes dos quais ele era acusado prescreveram no decorrer do processo, segundo os jornais italianos.

    “Seria maravilhoso se fosse verdade, mas é estranho. Isso nem passou pela Câmara, não teve discussão nenhuma, ninguém falou nada. Foi tudo feito sob sigilo. Queremos explicações para as diversas interrogações que existem”, diz o vereador.

    A Avio confirmou, em nota divulgada na segunda-feira (22), que o empresário foi condenado na Itália, mas afirmou que “são referentes a um processo de mais de dez anos, já resolvido na justiça italiana”.

    A fabricante suíça, contudo, informou que não há nenhum problema que coloque em risco os investimentos programados para o Paraná.

    “A Avio International Group Holding S.A. refuta categoricamente qualquer informação que coloque em dúvida a idoneidade do empreendimento a ser estabelecido no Brasil, bem como do seu proprietário Luigino Fiocco”, comunicou a empresa.

    Sem risco

    A Prefeitura de Maringá e o Governo do Estado dizem que não há risco de as autoridades terem caído em um golpe.

    O secretário de Indústria, Comércio e Assuntos do Mercosul, Ricardo Barros, afirma que a empresa tem 90 dias para apresentar o protocolo de intenções e para a instalação da fábrica – o que praticamente anularia as chances de uma fraude, segundo ele.

    “Os investimentos da Avio serão anteriores aos benefícios que a empresa teria. O governo tem o maior interesse em receber essa tecnologia, mas, se houver fraude, não há prejuízo nenhum para o estado. Isso não muda nada para nós. É simples: a empresa apenas deixa de vir para Maringá”, ressalta.

    O secretário estadual garante que Fiocco apresentou certificações dos equipamentos necessários para o funcionamento da fábrica.

    O secretário de Comunicação de Maringá, Milton Ravagnani, assegura que a única vantagem que a empresa vai ter é a possibilidade de parcelamento nos impostos brasileiros.

    Por isso, não há risco de prejuízo para o município.

    “Vão aplicar golpe em quem? Não há dinheiro público nisso. A única ligação com Maringá é que eles [a Avio] escolheram o município para instalar a empresa. Só vamos vender o terreno”, explica.

    Ravagnani diz estar preocupado com os boatos já que, segundo ele, isso pode fazer com que o presidente da empresa suíça desista de instalar a fábrica em Maringá.

    “Ele não tem obrigação nenhuma de instalar a fábrica em Maringá. Pode muito bem se irritar com tudo isso e levar a ideia para a Argentina, por exemplo”.

    Com a instalação da Avio, temos a possibilidade de ampliar o aeroporto, além de movimentar a economia em todo o estado. Não queremos perder isso”.

    A cidade o perderia muito caso o empresário desistisse da proposta, conforme o secretário municipal.

    O Aeroporto Silvio Name Junior, em Maringá, tem atualmente 2,1 mil metros quadrados, de acordo com Ravagnani – a ideia é que fosse ampliado para 3,5 mil metros quadrados, caso a instalação da empresa se concretizasse.

    O requerimento com os questionamentos enviado por Carlos Mariucci ainda precisa ser aprovado pela Câmara de Vereadores para chegar até o Executivo – a Casa, porém, está em recesso e só volta às atividades no dia 6 de agosto, quando o pedido de esclarecimento deve ser votado em regime de urgência.

    Se aprovado pelos parlamentares, o prefeito de Maringá tem 15 dias para responder às solicitações do vereador.

    Publicado por jagostinho @ 18:51



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