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  • 09abr

    pai e filho

    Nesta madrugada silenciosa, para muitos cruel, mas bem-fazeja para mim, resolvi escrever para você, meu velho Lucas.

    E devo dizer, já neste início que estive com sua preciosa Mônica, neste domingo, e falamos muito de você, como sempre.

    Pai, não sei se pode me ouvir, não sei se pode me ver e se você pode me achar numa noite, neste quartinho bagunçado, mas meu refúgio.

    Será que você está próximo de mim?  Às vezes tenho uma sensação que sim. Mas, nunca certeza. Tenho até a impressão de ouvir sua respiração ao meu lado. Mas, que logo se esvai.

    Pai, queria lhe fazer um pedido: ajude-me a não ficar assustado, inseguro e com pensamentos sombrios.

    Afinal, sua marca registrada era o sorriso aberto e para mim, sempre foi meu herói e defensor.

    Estou velho. Voltei a ser criança e tenho meus medos.

    E, lembro que, com você ao meu lado, me julgava poderoso e dono do mundo.

    Olhando para os céus parece que estou vendo um milhão de olhos. Quais deles são os seus?

    Onde você está agora já que, parece ontem, você me beijou, acenou-me despedindo-se e, vagarosamente fechou a porta.

    Foi a última vez que lhe vi vivo. No outro dia, você tinha passado para o outro lado da cortina.

    Porque que fez isso comigo?

    As noites são tão sombrias. O vento é gelado. O mundo que vivo é tão grande agora que estou sozinho !

    Pai, como eu te amo. Como preciso de você. Como sinto falta de você me beijando.

    Acho que você nunca vai saber o quanto te amei e te amo.

    Mesmo que quisesse não poderia esconder meu grande amor por você.

    E você tem que saber. Pois, muitas vezes eu não te disse. 

    Queria falar um milhão de vezes. Mas, agora não adianta mais.

    Você foi embora e o meu coração foi com você. Você ouve as batidas dele? Elas são por você.

    Meu coração está meio baqueado, igual ao seu, mas é seu. Todo seu.

    Logo baterão juntos, no mesmo compasso. No compasso do amor eterno.

    Saiba, pai, que enquanto aqui estou, repito seu nome em cada oração que faço.

    Carregarei, para o resto do que falta da minha vida pro lado de cá da cortina, a mágoa de não ter demonstrado o amor que sinto por você.

    Mas logo estaremos juntos e daí haverá uma eternidade para amarmo-nos.

    Isto, pelo menos, serve para consolar-me por viver sem você.

    Até breve.

    Publicado por jagostinho @ 04:42



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