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  • 23abr

    REUTERS

    Cardeal Tarcisio Bertone, da Itália

    Cardeal Tarcisio Bertone, da Itália (Alessandro Bianchi/Reuters)

    Ao assumir o pontificado, uma das decisões mais comentadas de Francisco foi abrir mão do vasto apartamento pontifício no Palácio Apostólico em troca de um quarto na Casa Santa Marta.

    O gesto foi um dos muitos que sinalizaram o estilo austero que o novo papa pretendia empregar na Igreja Católica. Há, no entanto, os que ainda resistem em endossar a mensagem de “uma Igreja pobre a serviço dos pobres”.

    O papa, morador de uma residência de 70 metros quadrados terá em breve como vizinho o ex-secretário de Estado do Vaticano Tarcisio Bertone, que vai se mudar para um apartamento dez vezes maior.

    Antes de Francisco, era normal que cardeais dispusessem de grandes apartamentos, dentro ou fora dos muros da cidade do Vaticano, e de regalias como carros oficiais, secretários e ajudantes para as tarefas domésticas.

    As diretrizes mudaram com o papado de Francisco.

    Mas a nova orientação ainda é ignorada em alguns casos, como o de Bertone.

    Mesmo que se leve em conta que três freiras que o assessoram desde 2006, quando assumiu o posto de número dois do Vaticano, vão acompanhá-lo na nova moradia, ainda assim há espaço sobrando nessa história.

    A mudança ocorrerá quando concluída a reforma da cobertura, que converterá dois apartamentos grandes em um só, imenso.

    O luxo do novo apartamento de Bertone deixou o papa ‘vermelho de raiva’, como apontou o jornal espanhol El País.

    Para o italiano La Repubblica, a ira do pontífice não passou despercebida na missa de Páscoa, na Quinta-feira Santa, quando, diante de cardeais e outros membros da Igreja, Francisco advertiu que os sacerdotes não devem ser “untuosos, suntuosos e presunçosos”, mas sim, ter “a pobreza como uma irmã”.

    Bertone parece não ter entendido a mensagem.

    A nomeação de Bertone é tida pela banda boa da Igreja como um dos maiores enganos cometidos por Bento XVI.

    Ele foi destituído no ano passado, no primeiro grande movimento de Francisco para a mais árdua de suas missões, a limpeza dos desmandos no coração da Cúria.

    Envolvido em uma teia de acusações de má gestão e abuso de poder, Bertone se transformou em um dos personagens centrais do covil que o papa pretende desmontar. 

    Bispo do luxo – Em março, em outro caso de suntuosidade na Igreja Católica, o papa Francisco aceitou a renúncia de Franz-Peter Tebartz-van Elst, conhecido mundialmente como o“bispo do luxo”.

    O clérigo havia oferecido o pedido em outubro, logo após a divulgação do escândalo de que ele havia gasto 31 milhões de euros (93 milhões de reais) da sua diocese para reformar a sua residência oficial em Limburg, Oeste da Alemanha – a moradia episcopal foi inicialmente orçada em 5,5 milhões de euros (16,4 milhões de reais).

    Segundo um comunicado do Vaticano, Tebartz-van Elst seria realocado para uma nova posição na Igreja Católica “em um momento oportuno”.

    Publicado por jagostinho @ 13:56



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Uma resposta

WP_Cloudy
  • o amigo do povo Disse:

    O papa Francisco parece que está pregando no deserto, sim é isto mesmo, para corações secos, áridos como o deserto. O cardeal Bertone devia se espelhar no seu compatriota, São Francisco, o doutor angélico, ele é lembrado não pelo apartamento onde morava, mas pelo bem que fazia. Muita gente não vai passar pela porta estreita, e nem adianta ficar batendo porque Jesus não vai abri-la.

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