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  • 14maio

    FOLHA.COM

    O presidente do PT, Rui Falcão, e o ministro José Eduardo Cardozo (Justiça) defenderam nesta terça-feira (13) a nova peça publicitária do partido, veiculada ontem e produzida pelo marqueteiro das eleições do ex-presidente Lula e da presidente Dilma Rousseff, João Santana.

    Segundo Falcão, a sigla, que usa personagens como pessoas desempregadas, passando fome e pedindo dinheiro em semáforos para criticar gestões anteriores, está mostrando “os riscos que são você apostar em determinadas alternativas cujas propostas remetem ao passado”.

    “Nada do que se diz ali é irreal, as pessoas efetivamente mudaram de vida socialmente, tiveram acesso ao mercado de consumo, emprego, salário, mais educação. E as pessoas não querem perder isso”, disse.

    “E, quando você diz que tem que acabar com a politica de subsídio, sem subsídio você não tem Minha Casa, Minha Vida, Plano Safra, exportação de serviços pelas empreiteiras na África ou em outros países”, completou.

    O ministro José Eduardo Cardozo também defendeu a “legitimidade” da propaganda e afirmou que o PT “dialoga com a sociedade” em sua nova peça. Ele refutou que haja exagero por parte da sigla ao ter usado no comercial a mesma fórmula de gestões anteriores para incutir clima de medo nas pessoas.

    A fórmula da peça é semelhante à veiculada em 1998, na reeleição de Fernando Henrique Cardoso, e em 2002, na campanha de José Serra (PSDB-SP).

    Na TV, FHC falava de um “mundo turbulento” por causa da crise internacional daquela época. O Brasil não podia parar, dizia, referindo-se ao então adversário direto, Luiz Inácio Lula da Silva. O comercial de 1998 sugeria que só o tucano seria preparado para continuar a combater a inflação, recém-debelada. A abordagem deu certo. O PSDB venceu a disputa.

    Em 2002, a mesma jogada falhou. Naquele ano, o PSDB tentava eleger José Serra, apresentado como o mais capacitado para manter a estabilidade econômica dos anos FHC. Num comercial, usou a atriz Regina Duarte dizendo explicitamente que sentia medo ao pensar numa mudança de forças no poder -saindo os tucanos e entrando um petista.

    “Eu acho que o PT está seguindo seu rumo, não está copiando nada, está dialogando com a sociedade dentro daquilo que ele acha que tem de dialogar. É natural que dentro de um processo de polarização política que nós vivemos”, disse Cardozo.

    “E, claro, quem não gosta de um partido, que o critique. É da vida. Segue seu rumo, dialoga com a sociedade, segue o seu caminho e, claro, como petista que sou, acho que terá um excelente desempenho nas próximas eleições”, completou.

    Segundo o presidente do PT, novas peças serão veiculadas ao longo da semana. Ele disse que Dilma protagonizará um comercial junto ao ex-presidente Lula. “Vai ser um programa bem impactante, de polarização política, de disputa de ideias”, adiantou.

    Os pré-candidatos à Presidência Aécio Neves (PSDB-MG) e Eduardo Campos (PSB-PE) criticaram a propaganda. Campos disse que o partido prega o medo e começa a dar sinais de “desespero” na campanha da petista, enquanto Aécio afirmou que o PT apelou para “assustar a população” porque está com “medo” da derrota.

     

     

    Publicado por jagostinho @ 12:11



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