Publicidade


      Red Apple Cosméticos

      CPV - Centro Paranaense da Visão

      Hospital Cardiológico Costantini

      Hotel Carimã

Twitter @blogdojota


  • 16maio

     

    *Ademar Traiano
    Nos protestos de 2013 a popularidade da presidente Dilma Rousseff caiu de confortáveis 65%, em março, para alarmantes 30% em junho. Oito meses e muita propaganda depois houve certa recuperação. A popularidade da presidente foi para 44%, em fevereiro.
    Em maio, também segundo o Datafolha, turbinada por escândalos de corrupção e barbeiragens na condução da economia, Dilma voltou a cair para 37% e está em viés de baixa.
    Os índices de intenção de voto dos candidatos de oposição começam a subir lenta, mas firmemente. A soma de seus adversários, hoje, dá 38%. Segundo turno assegurado.
    O estoque de mágicas populistas – coelhos da cartola e PACs que não desempacam do governo – está visivelmente esgotado.
    Já os escândalos do PT envolvendo roubalheira do patrimônio público não param de brotar como se fossem cogumelos depois da chuva.
    Não só o segundo turno está garantido, como o resultado da eleição é incerto. O espectro da derrota ronda o PT.
    Se a eleição fosse hoje, segundo o Datafolha, no cenário mais provável, a petista teria 37% dos votos.
    Seus adversários, somados, teriam 38%.
    Aécio, Neves (PSDB): 20%; Eduardo Campos (PSB): 11%; Pastor Everardo (PSC): 3%; Outros nomes: 4%.
    O mais alarmante para o petismo não são os índices de seus adversários hoje (eles tendem a crescer na medida em que se tornem mais conhecidos com a campanha no rádio e televisão), mas os indicadores de saturação do eleitor com o PT e seus infindáveis trambiques.
    O Datafolha revela que 74% dos brasileiros querem mudança. Poucos acreditam que Dilma Rousseff, conhecida pelo voluntarismo e a teimosia, tem o perfil adequado para conduzir essa mudança necessária.
    Em fevereiro, 19% dos entrevistados do Datafolha disseram que Dilma era a pessoa mais preparada para fazer as mudanças necessárias. Há um mês, a taxa caiu para 16% Agora, oscilou para 15%. Os rivais da presidente fazem o caminho inverso.
    Para vencer a eleição, Dilma precisaria convencer o eleitorado que é capaz de mudar. Mas a presidente não dá sinal que está disposta a mudar alguma coisa.
    Ao contrário. Depois de 3 anos de crescimento baixo e inflação alta, Dilma recusa admitir que exista algo profundamente errado na condução da economia.
    Convencida de que a sequencia de fracassos, malogros e escândalos que vem oferecendo ao país são apenas sucessos mal compreendidos, Dilma promete mais do mesmo. É o caminho garantido para o desastre.
    Os números do Datafolha parecem parte de uma crônica de uma derrota anunciada para o PT. Dilma perdeu 4 pontos percentuais entre os eleitores de renda mais baixa (47 para 43%).
    Aécio subiu de 10% para 16%. Em dois meses, subiu de 10% para 19% a taxa de eleitores que enxergam Aécio como o mais preparado para executar as mudanças. Nesse quesito, Campos saltou de 5% para 10%.
    Mesmo com as constantes viagens de Dilma ao Sul, inclusive a Curitiba (aonde veio para anunciar pela terceira vez a mesma obra), a petista tem a menor intenção de voto na região em relação às outras quatro regiões do país.
    O desempenho de Dilma no Sudeste e no Centro-Oeste, também não é bom. A petista faz 30% das intenções de voto em cada uma das duas regiões. Já Aécio, faz 13% no Norte e 12% no Nordeste. E Campos, 11% no Norte e 7% no Sudeste.
    Todos esses indicadores negativos sugerem que o mais prudente para o PT seria encostar Dilma e trazer Lula, o boquirroto, como candidato.
    Mas isso é viável? Existe alguma certeza de que o candidato Lula se elegeria? E, se eleito faria um governo bem sucedido, ou seria vítima das lambanças que iniciou e que foram aprofundadas pela “super-gerente” que instalou no Palácio do Planalto?
    A resposta do PT aos fracassos da gestão Dilma é o mesmo que deu para os escândalos da Petrobras – mais propaganda.
    Agora a propaganda petista tem um nítido viés terrorista. Como essa, intitulada: “fantasmas do passado”. A nova linha publicitária do PT mereceu um comentário fulminante do blogueiro da Folha de S. Paulo, Josias de Souza:
    – “Noutros tempos, o PT se defendia da tática do susto com slogans como ‘a esperança vencerá o medo’ ou ‘sem medo de ser feliz’. Hoje, o partido reage à desesperança disseminando pânico. Faz isso sem medo de ser ridículo.”
    Talvez a melhor definição do cenário político no Brasil, depois de 12 anos de petismo, tenha sido dada por Carlos Augusto Montenegro, do Ibope, em entrevista a Sônia Racy, no jornal O Estado de S. Paulo.
    É a melhor síntese sobre os sentimentos que o PT desperta hoje nos brasileiros:
    – “Estou aqui há 42 anos e acho que esta é a eleição mais difícil da história do Ibope. Sinto que as pessoas estão nauseadas, enfadadas, não sei nem o termo, estão enojadas”.
    *Ademar Traiano é deputado estadual pelo PSDB e líder do governo na Assembleia Legislativa do Estado do Paraná

     

    Publicado por jagostinho @ 13:06



Os comentários NÃO representam a opinião do Blog do Jota Agostinho. A responsabilidade é EXCLUSIVA do autor da mensagem, sujeito à legislação brasileira.

Deixe um comentário

Por favor, atenção: A moderação de comentário está ativa e pode atrasar a exibição de seu comentário. Não há necessidade de reenviar o comentário.