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  • 23maio

    REINALDOREINALDO AZEVEDO, jornalista, é colunista da Folha e autor de um blog na revista ‘Veja’. Escreveu, entre outros livros, ‘Contra o Consenso’ (ed. Barracuda), ‘O País dos Petralhas’ (ed. Record) e ‘Máximas de um País Mínimo’ (ed. Record).

    O PT é um partido da ordem. Ocupa postos-chave na administração que lhe conferem a responsabilidade de manter em funcionamento a sociedade do contrato.

    Ocorre que esse partido tem a ambição de ser também o monopolista da desordem e, por isso, conserva no Planalto um ministro como Gilberto Carvalho. O secretário-geral da Presidência é o encarregado de fazer a tal “interlocução” com os ditos “movimentos sociais”.

    Segundo, por exemplo, a ótica perturbada dos coxinhas vermelhos do PSOL e assemelhados –os revolucionários do Toddynho com Sucrilhos–, os petistas fariam, na verdade, um trabalho de cooptação das massas, apropriando-se de sua energia revolucionária e sacrificando-a no altar do capital.

    É só tolice barulhenta, mas alguns empresários de cabeça oca e bolso cheio de grana do BNDES concordam, a seu modo, com a tese e saúdam o petismo por supostamente conter o povo. Até parece que trabalhador, deixado à sua própria sorte, escolhe Karl Marx em vez de TV LED.

    Quem está certo? Os Robespierres de si mesmos ou os oportunistas do subsídio? Ninguém! Os petistas nem sugam a energia revolucionária do povo (isso não existe!) nem a ordenam.

    Hoje e desde sempre, instrumentalizam insatisfações em favor do fortalecimento do aparelho partidário, que cobra da sociedade uma espécie de taxa de proteção.

    A prática é mafiosa: “Votem em nós, ou não tem mais Bolsa Família”. “Votem em nós, ou não tem mais Bolsa BNDES.” Adiante.

    Não vou aqui apelar ao nascimento das musas para identificar a gênese das jornadas de junho de 2013, mas a história isenta ainda contará que elas nasceram no momento em que o PT, convocado a dizer “não” à desordem e a se comportar como um partido da ordem, fez exatamente o contrário, articulando-se para que a bomba explodisse no colo de um adversário político –no caso, o governador Geraldo Alckmin.

    Os esforços do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, para desestabilizar e desmoralizar a polícia de São Paulo só não mereceram uma medalha da Honra ao Mérito Petista porque ele foi incompetente e desastrado. O tiro saiu pela culatra.

    Não há grupo baderneiro com viés de esquerda que não tenha sido levado ao Palácio do Planalto para conversar. O método consagrado para ser ouvido na República obedece à gradação dos celerados: quebrar, incendiar, invadir, bater e –como esquecer o cinegrafista Santiago Andrade?– matar.

    A raiz do caos que viveu São Paulo na terça e na quarta desta semana não está numa disputa por poder num sindicato de motoristas. Isso sempre existiu, com uma penca de cadáveres, diga-se. A gênese dos métodos terroristas empregados está no Palácio do Planalto.

    “Ah, a direita sempre quer resolver tudo na porrada!”

    Não! Esse é Fidel Castro. É Kim Jong-un. É Xi Jinping. Eu acho que as demandas têm de ser resolvidas de acordo com leis democraticamente pactuadas.

    E penso que só é tolerável que existam um Estado e uma burocracia cara se estes entes puderem manter as regras da civilidade para arbitrar as diferenças. É que não tenho projeto de poder e, portanto, não preciso ser um cafetão do caos.

    Na quarta-feira, Carvalho, o interlocutor oficial da desordem, concedeu uma entrevista a “blogueiros”. Disse que a imprensa é a responsável pelo “mau humor” dos brasileiros.

    Acusou ainda o jornalismo de sonegar informações e de investir num “envenenamento mais ou menos generalizado”.

    Para ele, há uma excessiva “editorialização da opinião”. Carvalho, o stalinista disfarçado de santarrão de sacristia, acha que uma opinião não pode ser editorializada! Entendo.

    Depois ele voltou ao prédio em que despacha a presidente da República para dar continuidade à sua “interlocução” com extremistas minoritários os mais variados, que transformam a vida cotidiana dos brasileiros num inferno.

    Não há escapatória: o atual nome da baderna é Dilma Rousseff.

    É quem, podendo mandar muito, não manda nada.

    Por quanto tempo mais?

    Publicado por jagostinho @ 15:46



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