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  • 28maio

    FOLHA.COM

    Sessenta e quatro anos após a primeira Copa no Brasil, a seleção brasileira quer expurgar de vez o fantasma da derrota sofrida para o Uruguai no Maracanã, em 1950. Mas os uruguaios insistem na história, mais uma vez.

    O festival Cinefoot, que começa nesta quinta (29), em São Paulo, traz ao país “Maracanã”, primeiro filme uruguaio sobre aquela final, com imagens inéditas da partida.

    Em 16 de julho de 1950, 200 mil torcedores viram o Brasil perder de 2×1 para o Uruguai na final da Copa, derrota conhecida como “Maracanazo”.

    Divulgação
    Seleção uruguaia comemora vitória com a taça Jules Rimet em 1950
    Seleção uruguaia comemora vitória com a taça Jules Rimet em 1950

     

    Como a TV só chegaria ao país dois meses depois, quem não foi ao estádio só conhece uma cena do jogo: a do fatídico gol de Alcides Ghiggia, ao final do segundo tempo.

    A pesquisa dos diretores Andrés Varela e Sebastián Bednarik resultou na descoberta de registros da final e de outros jogos do Mundial de 1950. As imagens foram digitalizadas e restauradas.

    “O mais difícil foi conseguir os arquivos da intimidade, tanto da seleção brasileira quanto da uruguaia. Tivemos muita sorte porque conseguimos um material quase doméstico de um jornalista que acompanhou a seleção uruguaia com uma câmera 16mm”, diz Bednarik.

    Com 75 minutos e narrações em espanhol e português, o documentário mostra a trajetória das duas seleções até o enfrentamento. Foram gastos US$ 500 mil (R$ 1,1 milhão) na produção.

    “No Uruguai, essa história nos identifica como sociedade”, diz o cineasta.

    No caso do Brasil, que tentava se firmar na cena internacional pelo campo esportivo, o resultado de 1950 virou uma trauma.

    Esse trauma é tema de outro filme exibido no festival, “Dossiê 50: Comício a Favor dos Náufragos”, de Geneton Moraes Neto.

    O documentário traz entrevistas feitas nos anos 1980 com os 11 jogadores que estiveram em campo na partida.

    “Gostaria de transformar cada exibição desse filme num ato público a favor da anistia aos jogadores que passaram o resto da vida carregando o peso e a dor da derrota”, diz Moraes Neto.

    “Há naufrágios gloriosos também. E esse foi o mais glorioso de todos.”

    O fantasma de 1950 ainda assombra a seleção de 2014?

    “Os jogadores de hoje nem eram nascidos. Mas, claro, a história pesa”, diz o jornalista.

    “É uma chance de corrigir essa dor. Ou o Maracanã vai virar estigma por séculos.”

    Ainda que o Brasil perca desta vez, a derrota não terá a força do ‘Maracanazo’, acredita Bednarik.

    “Essas coisas só acontecem uma vez na vida. Mas pode haver surpresa. Por sorte, a vida sem surpresas é muito chata. O futebol também.” 

    Publicado por jagostinho @ 15:17



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