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  • 29maio

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    Estádio Mané Garrincha na final da Copa Verde entre Brasília e Paysandu - (21/04/2014)

    Estádio Mané Garrincha – Futuro Elefante Branco? –  (21/04/2014) (Evaristo Sá/AFP)

    Estádios demais

    Como poderia ter sido: A Fifa ficaria satisfeita com apenas oito estádios, o suficiente para o evento.

    O que o país fez: Para aumentar o número de cidades envolvidas – e atender aos pedidos do maior número possível de governadores e prefeitos –, ampliou o número para doze arenas.

    Qual foi a consequência: Além de encarecer todo o evento, criou dois problemas. Sem investidores privados para bancar estádios em capitais sem clubes de grande torcida, usou-se dinheiro público.

    Além disso, algumas das arenas poderão virar elefantes brancos depois do Mundial.

     

    Viagens em excesso

    Como poderia ter sido: A Fifa pretendia dividir o país em 4 regiões para facilitar os deslocamentos.

    O que o país fez: Para evitar uma briga entre as diferentes regiões pela honra de sediar os jogos da seleção brasileira, não aceitou separar os oito grupos pelos critérios geográficos.

    Qual foi a consequência: Muitas seleções (e seus torcedores) terão de fazer longas viagens logo na primeira fase da Copa, aumentando dramaticamente o número de deslocamentos pelo país – e elevando, portanto, o risco de problemas nos aeroportos, que ficarão bem mais cheios.

     

    Obras atrasadas

    Como poderia ter sido: O Brasil teria facilitado tudo caso tivesse definido rapidamente suas sedes.

    O que o país fez: Com 17 candidatas a receber os jogos, o governo demorou dois anos para apontar as escolhidas.

    Em São Paulo, a indefinição em torno do estádio da Copa durou quatro anos.

    Qual foi a consequência: Por ter desperdiçado tanto tempo para listar os doze estádios, as obras de construção ou reforma ficaram com um prazo apertado demais.

    Além disso, problemas burocráticos e disputas políticas atrasaram a liberação de linhas de crédito para os projetos.

     

    Projetos frustrados

    Como poderia ter sido: Obras de infraestrutura seriam diretamente ligadas à realização do evento.

    O que o país fez: Na tentativa de contemplar o maior número possível de Estados e municípios, o governo federal colocou na Matriz de Responsabilidades um número excessivo de projetos.

    Qual foi a consequência: Sem um foco específico nas necessidades do evento – no caso das obras de mobilidade urbana, por exemplo, é o transporte público até os estádios –, as cidades tiveram de lidar com projetos demais, muitos deles inviáveis.

    Resultado: muitos não vão sair do papel.

    Publicado por jagostinho @ 16:08



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