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  • 09jul

    FOLHA.COM

    O vexame histórico do Brasil nesta terça-feira (8) acendeu um sinal de alerta no governo Dilma Rousseff, que teme que o mau humor decorrente da derrota para a Alemanha contamine expectativas já não muito favoráveis na economia e tenha reflexos na campanha eleitoral.

    Até aqui, Dilma vinha surfando a onda de uma Copa do Mundo sem sobressaltos fora do campo, brilhante dentro dele e com o Brasil, bem ou mal, avançando.

    Ela atacou “pessimistas” e “urubus”, colocando críticas à organização do Mundial e a baixa expectativa com o futebol da seleção no mesmo balaio.

    A primeira reação pública à derrota foi da presidente, que passou o dia enfurnada no Palácio da Alvorada, em sua conta no Twitter:

    “Assim como todos os brasileiros, estou muito, muito triste com a derrota. Sinto imensamente por todos nós, torcedores, e pelos nossos jogadores”.

      Divulgação – 07.jul.14/Presidência da República  
    Dilma repete gesto feito por Neymar antes da derrota da seleção; presidente agora teme prejuízos
    Dilma repete gesto feito por Neymar antes da derrota da seleção; presidente agora teme prejuízos

     

    Depois ela pediu: “Não vamos nos deixar alquebrar. Brasil, ‘levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima'”.

    Na segunda (7), Dilma anunciou que irá à final do Maracanã para a entrega da taça.

    Até a conclusão desta edição, o plano estava mantido, apesar do clima geral descrito por um integrante do governo: “Estão todos atônitos”.

    Apesar da solidariedade inicial, integrantes do governo já defendiam poucos minutos após o jogo uma mudança de rota na associação de sucessos no campo e fora dele.

    “Descolar da Copa” foi uma das expressões ouvidas no calor do impacto da derrota.

    Até aqui, a avaliação do governo era que uma eventual derrota nesta terça seria assimilada como natural.

    A Alemanha é uma adversária poderosa, e o Brasil estava sem sua maior estrela (Neymar, machucado) e seu capitão (Thiago Silva, suspenso).

    Nada, contudo, previa um 7 a 1 no Mineirão. Ao longo do jogo, o discurso de membros da cúpula do governo foi mudando da expectativa de assimilação da derrota para uma genuína preocupação com o efeito do desastre.

    Num primeiro momento, além do tal descolamento, a avaliação é que o governo terá de assumir uma linha de defesa da Copa como evento.

    Para tanto, serão reforçados os controle na área de segurança. Um revés na última semana do Mundial, ainda mais com a derrota do Brasil, poderia ser fatal ao promover a ideia de um fracasso duplo, esportivo e organizacional.

    Além disso, há a preocupação de que voltem as críticas aos gastos feitos para a realização do Mundial, que somam R$ 26 bilhões até aqui.

    ARGENTINA

    Uma eventual disputa de terceiro lugar contra a Argentina, que nesta quarta (9) enfrenta a Holanda, também é vista com preocupação. Se o Brasil sofrer nova humilhação no sábado (12), o impacto da derrota poderá ser ampliado.

    Até o jogo de ontem, o Planalto considerava sua parte cumprida. Como mostrou pesquisa do Datafolha na semana passada, Dilma inclusive angariou dividendos com a aprovação crescente à Copa.

    A presidente subiu quatro pontos nas intenções de voto, indo de 34% para 38%.

    A orientação era expor ao máximo dados positivos, como aeroportos funcionando a contento e movimento de turistas.

    O PT assumiria a responsabilidade pelos ataques mais inflamados à oposição, na mídia e em redes sociais, aprofundando as críticas feitas por Dilma ao associar os adversários ao pessimismo.

    Com a derrota, contudo, o plano será reavaliado agora. 

    Publicado por jagostinho @ 12:28



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