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  • 17jul

    FOLHA.COM

    O Ministério Público do Rio denunciou à Justiça o ex-diretor da Petrobras Jorge Luiz Zelada, um executivo da Odebrecht, Marco Antônio Duran, e mais sete –cinco funcionários e dois ex-funcionários– por fraude em licitação em contrato para serviços em instalações da empresa em nove países.

    Firmado em 2010, o contrato previa projetos em saúde, segurança do trabalho e meio ambiente, inclusive na refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, e tinha valor inicial de US$ 825,7 milhões.

    Acabou reduzido depois para US$ 487 milhões, depois de uma auditoria interna feita pela empresa, por determinação da atual presidente, Maria das Graças Foster.

    A denúncia foi assinada pelos promotores Alexandre Themístocles, Cláudia Condack e Andrea Amin e baseou-se na auditoria da Petrobras.

    Alan Marques/Folhapress
    Jorge Zelada, ex-diretor internacional da Petrobras, durante depoimento à CPI do Senado
    Jorge Zelada, ex-diretor internacional da Petrobras, durante depoimento à CPI do Senado

    De acordo com os promotores, Zelada “violou o ato convocatório da licitação”, direcionando o processo em favor da empreiteira, com auxílio de funcionários da companhia.

    O ex-executivo teria criado comitês que, apesar de não terem conhecimento do processo, assinariam os documentos, e promovido a aprovação do contrato sem passar pelas gerências responsáveis por fazer avaliações técnicas do negócio.

    O Ministério Público também está encaminhando o caso para a Polícia Civil do Rio propondo abertura de inquérito relativo a fraude em outros negócios da área internacional –a venda de refinaria de San Lorenzo, na Argentina, em 2010, a aquisição de 50% em bloco de exploração de petróleo na Namíbia, e a venda de 27% de participação na distribuidora de energia argentina Edesur.

    A Odebrecht nega as acusações “imputadas à empresa e ao seu diretor”, afirma desconhecer a denúncia do Ministério Público do Rio, assim como o relatório de auditoria interna da Petrobras.

    A empresa alega que o contrato foi resultado de “licitação pública, conquistado de forma legítima”.

    A Petrobras não comentou. A Folha tentou falar com o Jorge Zelada, mas não teve sucesso. 

    Publicado por jagostinho @ 13:56



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